Aguardada entre os eventos culinários de Natal, a Sweet Coffee Week mostra o quão lindo e divertido pode ser viajar sem sair da capital potiguar. Afinal, esse é um dos objetivos da semana mais doce do ano: transportar para outros mundos por meio do sabor.
Com temáticas específicas a cada ano, a Sweet Coffee Week realizou a 14ª edição em 2024 ao explorar outros universos e contar histórias por meio dos livros, os protagonistas desta edição. A cada combo, os clientes puderam experimentar o sabor do livro favorito na Livraria da Doçura, como é chamada a rota que juntou as 29 docerias participantes do evento.

Eline Eulália foi quem pensou e tirou do papel a ideia de fazer um festival cheio de sabor. “A Sweet Coffee Week nasceu em julho de 2016. Ela surgiu muito de um movimento que a gente foi percebendo que estava nascendo na cidade, que era a abertura de docerias”, contou ela.
Natal ainda tinha poucos estabelecimentos do tipo quando a jornalista encontrou, no surgimento de novas docerias, uma oportunidade de investir em algo que movimentaria a cultura e o comércio local. Ao perceber um “fascínio com doces” dos potiguares, Eline logo usou a criatividade para criar uma proximidade ainda maior das pessoas com as confeitarias e docerias que apareciam na capital, e claro, com um valor que fosse mais acessível: um preço único.
“Já imaginou você poder sair de casa e comer uma coisa que você sabe quanto vai gastar?”, descreveu ela, ao lembrar de conversas que teve com os sócios na época de desenvolvimento inicial do evento. Pensando no desejo que a população do Brasil tem pelo café, ela logo quis acrescentar um alimento doce e um salgado para complementar. Foi assim que nasceram os combos da Sweet Coffee Week.
“A aceitação foi muito bacana, então o primeiro ano nasceu com essa proposta mais voltada para ser um festival gastronômico, com preço inclusivo, que a gente pudesse ressaltar a parte da confeitaria”, relatou.
A experiência da Sweet Coffee não é só a partir do combo, mas também das decorações que trazem uma verdadeira imersão nos temas de cada doceria. São 11 dias de evento, um tempo limitado que faz a espera valer ainda mais a pena todo o sabor e entretenimento que o evento proporciona.
“Eu não imaginava que as pessoas fossem querer ir para todos os lugares, o Sweet era mais uma coisa promocional. Dois anos depois que a gente fez, a gente decidiu colocar um tema e desde que a gente colocou os temas, o Sweet Coffee passou de ser sair de casa para comer um doce, para viver uma experiência onde você se conecta. Tem sempre uma história, um lugar para onde você pode ser transportado”, contou.
Para além do lazer gerado pelo evento, Eline também tem certeza de que o Sweet Coffee movimenta a economia potiguar e relata que há participantes que, durante o evento, têm seu maior faturamento da história da empresa. Segundo Eline, em cinco dias de evento, algumas das empresas participantes já tinham batido o recorde de faturamento.
“Isso é uma realidade, eu tenho noção que ela movimenta tanto em valor, em questão financeira, como em aumento de números, em reconhecimento. Tem uma doceria que é recém-aberta e em 24 horas de exposição dentro do Sweet Coffee Week, ela ganhou 500 seguidores”, completou.
Antes da realidade, existiu um sonho. Para Eline, ver tudo isso se tornar real tem um doce sabor surpreendente. “Hoje, ver minha ideia realizada é muito, muito incrível. Eu ainda me surpreendo porque eu acho que ainda não tenho dimensão do alcance disso”, diz.
No entanto, o sonho não acaba aqui e isso tudo é só o começo de uma possível expansão. Eline revela que existe um desejo e uma decisão de recriar a Sweet Coffee Week na maior capital do país, em São Paulo. Enquanto essa história está só no papel, Eline conta que se divide morando entre São Paulo e Natal, planejando um 2025 ainda mais doce e com o evento concretizado no sudeste brasileiro. “Tem [que ter] muita experiência de entender esse universo da confeitaria, de entender até onde os confeiteiros conseguem transformar açúcar e chantilly em história, em experiência, e entender um pouco do que o público gosta”, completou.
E tudo isso não vem só da iniciativa própria, mas também de pedidos de pessoas de outros estados que admiram o evento em Natal. “Eu saio na rua para trabalhar, as pessoas me param e vem parabenizar, gente que me pega pela mão e fala assim: olha, você tem que levar isso para Minas Gerais, para o Mato Grosso, para a Bahia. Esse projeto é muito diferente, então é muito legal, é muito especial ver o quanto o público se envolve e realmente é muito apaixonado pelo evento. A gente não tem clientes, a gente tem pessoas que são fãs”, disse.
E, certamente, a iniciativa também muda vidas e histórias de outras pessoas. “Vi docerias que eram pequenininhas, ver essas empresas crescendo, ampliando. A gente tem duas docerias que entraram no Sweet Coffee que eram pequenininhas e hoje são espaços maiores, cresceram, ganharam público, ganharam consumidores. Ver que a gente tem esse poder transformador de ampliar, de dar voz para essas empresas é muito especial”, enfatizou Eline.