Os servidores públicos municipais de Natal em greve ficaram de instalar acampamento novamente nesta quinta-feira em frente à Câmara Municipal, onde farão vigília para acompanhar a discussão entre representantes da prefeitura e os vereadores envolvendo os pleitos que reivindicam. A expectativa é os secretários convocados pelo Poder Legislativo apresentem uma proposta de cumprimento da data-base do reajuste dos vencimentos do funcionalismo.
Ontem, os servidores que estão em greve cobrando o cumprimento da data-base que deveria ter sido efetivada em abril passado, montaram acampamento em frente à Câmara de Vereadores, em Petrópolis, para reivindicar o reajuste salarial de 17,95%, percentual apontado pelo Dieese para cobrir perdas salariais e inflação.

A estrutura foi montada por representantes do Sindicato dos Servidores Públicos de Natal (Sinsenat) e do Sindicato Municipal dos Agentes de Saúde (Sindas). Eram 8h da manhã quando as primeiras tendas foram instaladas e os manifestantes começaram a preparar uma feijoada para ser servida entre eles e também aos transeuntes que tivessem interesse.
As duas entidades sindicais estão em greve desde o dia 22 de junho. Os servidores alegam que a lei de data-base foi descumprida por parte do Executivo Municipal. “Queremos atrair o funcionalismo e pressionar a prefeitura a negociar com a gente”, explicou Soraya Godeiro, presidente do Sinsenat. A categoria já tinha realizado movimento semelhante na última quinta-feira (2), quando aguardava do prefeito uma resposta para o pleito.
Naquela ocasião, ocuparam o plenário da Câmara até que o prefeito Carlos Eduardo encaminhou ofício se comprometendo a se reunir com eles ontem para apresentar uma proposta. Contudo, o prefeito ainda se encontra fora da cidade e, por isso, a reunião não ocorreu, levando os servidores a ser revoltarem com a falta de uma posição oficial.
Os servidores queriam que os vereadores suspendessem as atividades legislativas, cancelando a votação da Lei das Diretrizes Orçamentárias, que continuou na sessão ordinária de ontem, e só desmontaram acam-pamento depois que a Mesa Diretora da Câmara aprovou requerimento de convocação extraordinária aos secretários Virginia Ferreira (Planejamen-to), Jandira Borges (Adminis-tração), Jonny Costa (Gabinete Civil), Carlos Castim (Procuradoria-geral) e José Dionisio (Controladoria) para a prestação de esclarecimentos sobre a data-base.
Desde o início da greve, a prefeitura não indicou uma contraproposta ao pleito dos servidores, sob a alegação de que se encontrava em difícil situação financeira, o que impedia qualquer reajuste salarial. Condicionou, inclusive, a apresentação de uma proposta à aprovação do projeto de cobrança da dívida ativa pelos vereadores, fato que ocorreu há uma semana.
“Os secretários foram convocados e tem dois projetos de concurso público a serem votados. Agora temos a garantia que os secretários virão e esperamos que tragam alguma proposta porque se não trouxerem, decidiremos que rumos vamos dar ao movimento no mesmo dia”, avisa Soraya Godeiro. Os servidores também querem a regularização de mudança de categoria profissional e melhoria na gratificação.
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