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Chuvas

Sem asfalto em ruas, moradores do Parque Floresta sofrem com alagamentos

Moradores do loteamento na Zona Norte convivem há anos com o problema; Semov fará serviço paliativo
Redação
07/04/2022 | 09:53

As chuvas que têm caído em Natal preocupam vários moradores da Zona Norte há alguns dias. No loteamento Parque Floresta, localizado no bairro Pajuçara, a maioria das ruas não é pavimentada e, por isso, as vias ficam alagadas quando chove com frequência.

Chove na capital potiguar desde o começo do ano. Mas, ao longo de março, as precipitações foram bastante intensas, causando estragos em certas localidades. No dia 5 do mês passado, a cidade recebeu um volume pluviométrico de 255 milímetros em apenas seis horas. Em seguida, a Prefeitura do Natal reuniu o gabinete de crise e decretou situação de emergência nas áreas afetadas pela água por um prazo de 180 dias.

Sem asfalto em ruas, moradores do Parque Floresta sofrem com alagamentos - Agora RN
Morador da rua Santa Catarina de Sena, na Zona Norte, utiliza pneus para impedir entrada de água. Foto: Cedida

João Batista, de 37 anos, mora na rua Santa Catarina de Sena há quase duas décadas ao lado da esposa e de seus quatro filhos pequenos. Ele contou ao Agora RN que a rua de areia sempre alaga quando chove, já que não possui drenagem, e que a água fica acumulada por semanas. “Com esse lamaçal, fizemos a calçada mais alta porque, já que da última vez que choveu, alagou tudo”.

Segundo ele, os vizinhos buscaram respostas junto à gestão municipal. “O pessoal já foi atrás e questionou, mas a prefeitura nunca vem olhar. Lá, consta que as ruas são calçadas”, contou, ao demonstrar preocupação com a saúde dos filhos. “Aqui tem rato, sapo e muitos outros insetos, sempre tem o perigo de alguém adoecer”.

Dalvanira Calixto, de 56 anos, é vizinha de João e reside há 16 anos na rua. Nesse período, a casa da família já ficou alagada quatro vezes. “Em maio de 2020, a Defesa Civil interditou a minha casa e tive que pagar aluguel do meu bolso, passei uns dois meses em Nova Natal. Fui em busca da Semtas [Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social], mas nada foi resolvido. Tive que aumentar a calçada para voltar a morar aqui”, disse Dalvanira.

A irmã dela, Dione Calixto, mora em uma residência próxima e também sofre com o barro e a poeira. “Recebemos cobrança de IPTU [Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana] como todo natalense, mas nossa realidade não é saudável, muito menos digna. É injusto”, reclamou ela, que ficou praticamente ilhada dentro de casa nesta quarta-feira 6.

Em todo o loteamento Parque Floresta, poucas ruas são pavimentadas: é o caso da Norte Brasil. Porém, mesmo com asfalto ela também fica alagada em um trecho após alguns minutos de chuva, impedindo a passagem de automóveis. “Meu sonho é que a prefeitura calce as ruas para melhorar a nossa qualidade de vida”, continuou Dalvanira.

O sonho, no entanto, deve demorar a ser realizado. Isso porque a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) não possui planejamento de pavimentação do loteamento. Conforme informou a pasta, o projeto depende de verbas federais “para uma futura parceria”. O setor de Conservação da Semov irá ao local até a próxima segunda-feira 11 para uma ação paliativa de limpeza das ruas afetadas com uso de máquinas.

Na Zona Norte, a gestão municipal executa o saneamento integrado no Cidade Praia, Nordelândia, Boa Esperança, Parque Industrial, Bom Jesus, Câmara Cascudo e Lagoa Azul. Os serviços de drenagem e pavimentação de 334 ruas, que estão na reta final de execução, contam com cerca de R$ 110 milhões em investimentos e são realizados através de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo Federal.

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