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Ilustração
Saudades do mar
Ariel Guerra, natalense de 25 anos, representou em uma ilustração as recordações já nostálgicas de Ponta Negra. Em entrevista, a artista conta que é inspirada fortemente pelo cotidiano da cidade
Nathallya Macedo
25/06/2020 | 06:00

Ariel não é a ‘Pequena Sereia’, mas sente saudades do mar. A coincidência das histórias demonstra ainda mais a conexão entre a natalense e Ponta Negra, um dos cartões-postais da cidade. O isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus limitou o acesso à praia, mas não apagou as memórias da jovem – transpassadas para uma ilustração digital que repercutiu nas redes sociais recentemente.

“Acho que muita gente está com saudade da praia! Meus seguidores estavam me pedindo no Instagram para pintar o Morro do Careca. Então resolvi fazer, mas do jeitinho que lembro. Na tela, você pode perceber que há um rapaz, uma mulher de vestido vermelho e uma criança juntos. São meus pais e eu. De quando eu ainda era pequena e a gente saia para caminhar na orla logo cedo. É uma lembrança muito boa e que se tornou mais forte nesse período que estamos vivendo”, contou a ilustradora.

Ariel Guerra tem 25 anos e é formada em arquitetura, mas se considera mesmo artista plástica. “Minha família sempre me incentivou a desenhar, mas internalizei que era apenas um hobby. Me formei em arquitetura, trabalhei por dois anos na área e acabei percebendo que era mais feliz exercendo a arte”, revelou.

Mas a faculdade não foi uma experiência perdida. “Apesar de distante em termos técnicos, me ajudou bastante. Eu não tinha noção de espaço antes, por exemplo. Durante o curso, aprendi a projetar murais e ambientes, além de adquirir conhecimento sobre teorias de cores. Tudo isso facilitou a construção dos meus trabalhos artísticos atuais”.

Entre pinturas em telas e ilustrações digitais, Ariel alimenta um carinho por aquelas feitas à mão. “Amo usar pincéis, observar a mistura das tintas e a sutileza das cores. Até os errinhos vão se juntando e tornam a obra final muito mais interessante e complexa, sempre com toques da minha visão, personalidade e sentimento”.

Um tanto quanto lúdicas, as pinturas de Ariel são inspiradas no cotidiano. “Basicamente retrato o que vejo. Tenho um apreço enorme pela nossa terra, nossos costumes… e sei que muitos não valorizam a arte local. Porém, quando você mesmo valoriza o seu próprio trabalho, as pessoas começam a reconhecer a importância”, afirmou. E a dedicação da jovem já rendeu várias exposições na capital potiguar e até fora do Brasil. “Em abril do ano passado, tive duas obras expostas no Festival de Cultura Brasileira de Gmünd, na Áustria. Foi uma honra ter a oportunidade de representar um pouco da nossa cultura”.

Sonhos

“Meu plano inicial é criar um ateliê com espaço para uma galeria. Quero que o pessoal consiga expor telas sem dificuldades. Assim, espero dar visibilidade para a produção autoral potiguar. Arte é salvação, algo que estamos precisando demais no momento. Já o meu projeto a longo prazo é abrir uma escola de arte, para incentivar e proporcionar o suporte necessário para os iniciantes. São sonhos, mas sigo esperando que dê tudo certo”.

Ariel Guerra tem 25 anos e é formada em arquitetura. Foto: Arquivo Pessoal
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