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Investigação

Rogério Marinho pede apuração contra diretor da PF por proteger irmão de Lula em fraude no INSS

Senador da oposição alega que Andrei Rodrigues violou Código de Conduta ao divulgar informações privilegiadas
Redação
21/05/2025 | 08:46

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, informou ter protocolado na segunda-feira 19 uma representação na Comissão de Ética Pública da Presidência da República contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O objetivo é que seja aberta uma investigação para apurar se Rodrigues violou o Código de Conduta da Alta Administração Federal ao supostamente divulgar informações privilegiadas e “minimizar o envolvimento” de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Operação Sem Desconto, responsável por desmembrar o escândalo de fraude bilionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Segundo Marinho, há indícios de que Rodrigues possa ter divulgado informações privilegiadas e minimizado o envolvimento de Frei Chico e do Sindnapi. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Marinho citou como argumento o fato de que a entidade teve seu acordo de cooperação técnica (ACT) suspenso. “Agindo assim, o Diretor-Geral ou tem informações privilegiadas das investigações conduzidas em sigilo sobre o Sindinapi e o irmão do presidente da República, Frei Chico, ou se manifestou de forma antiética e irresponsável, pois contradisse informações e dados constantes de relatórios da Polícia Federal e corroborados por decisão judicial que suspendeu, por indício de crime, o ACT do Sindinapi”, afirmou.

A representação menciona entrevista concedida por Rodrigues ao canal ICL Notícias, em 25 de abril de 2025, na qual ele afirmou que o Sindnapi e seus gestores não são alvo da operação. “Na data de 25/04/2025, concedeu entrevista ao ICL Notícias, em que proferiu uma série de afirmações atinentes a uma investigação ainda em curso, com desdobramentos ainda sigilosos, respondendo perguntas que podem colocar em risco a investigação e em dúvida a isenção da atuação da Polícia Federal. A jornalista Heloísa Vilela fez a seguinte pergunta: ‘O Sindnapi, do qual ele [Frei Chico] faz parte da diretoria, é alvo dessa investigação?’ tendo o diretor dito que não”, escreveu Marinho.

Durante a entrevista, Rodrigues afirmou: “Várias entidades e associações foram objeto de buscas e apreensão e me medidas também contra os seus dirigentes”, e acrescentou: “O que houve em relação a esse sindicato é, como houve em dezenas de outros, o bloqueio dos descontos indevidos ou aparentemente indevidos por determinação judicial a partir de pedido da Polícia Federal.” Segundo ele, “o irmão do presidente Lula não é alvo da operação, não é investigado na operação”.

De acordo com informações da CNN divulgadas no início deste mês, a Advocacia-Geral da União (AGU) deixou o Sindnapi de fora dos pedidos de bloqueio de recursos solicitados para ressarcir aposentados vítimas das fraudes. A arrecadação da entidade foi de R$ 90 milhões em 2023. Em resposta à CNN, a AGU informou que as 12 entidades incluídas na ação cautelar foram selecionadas com base em apuração administrativa instaurada pelo INSS em 5 de maio de 2025. A AGU acrescentou que “em momento oportuno, ingressará com novas medidas judiciais cabíveis para a reparação de todo o dano sofrido pelos beneficiários da previdência social”.

A CNN informou ter entrado em contato com a Polícia Federal e aguarda resposta.

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