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Imunização
RN prepara estrutura para receber vacinas contra o novo coronavírus
Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) vai adquirir cinco câmaras frias para a distribuição das vacinas por todo o território potiguar
Redação
11/12/2020 | 06:51

Com o início da vacinação contra covid-19 pelo mundo, o Rio Grande do Norte acelerou os preparativos para garantir o plano de vacinação. A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) garantiu recursos para aquisição de cinco câmaras frias capazes de armazenar as doses para todo o território potiguar.

A estrutura será capaz, inclusive, de manter a vacina Pfizer — a vacina que começou a ser aplicada esta semana na Inglaterra. As doses do inoculante necessitam ser estocadas a temperaturas de 70°C negativos.

Na última segunda-feira 7, o Ministério da Saúde liberou recursos para a rede de frios potiguar. O montante destinado foi de R$ 1,195 milhão. Os recursos devem ser utilizados na compra de câmaras refrigeradas, freezers e outros dispositivos necessários para a campanha de vacinação.

“O dinheiro está praticamente na conta dos estados. Ele chega para que a gente possa investir dentro da rede de frios, no transporte, para preparar toda a infraestrutura do programa de vacinação. Quando chegar a vacina do ministério, a gente vai estar estruturado para distribuir as doses”, disse a subsecretária de Gestão e Planejamento da Secretaria Estadual de Saúde, Liane Ramalho.

As unidades serão distribuídas em cinco das seis regionais de saúde do Estado. Além das câmaras, a Sesap vai distribuir todo o material utilizado para a aplicação das doses (seringas, agulhas, algodão, entre outros). “Toda a rede está sendo reforçada para que os equipamentos sejam feitos com esse reforço”, explicou.

O Rio Grande do Norte aguarda doses da vacina do laboratório britânico AstraZeneca e da Universidade de Oxford. A instituição britânica acertou cooperação no desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina para covid-19.

O acordo prevê a compra de lotes da vacina e a transferência de tecnologia. Serão mais de 100 milhões de doses à disposição da população brasileira. Em terras brasileiras, a tecnologia será desenvolvida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), fundação do Ministério da Saúde.

Prontas, as vacinas poderão ser armazenadas a uma temperatura de 2 a 8 graus celsius, o que é compatível com a atual rede de frios para guarda as imunizações distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O que difere do armazenamento das vacinas da Pfizer e da companhia Moderna. As duas precisam de temperaturas abaixo dos 70 graus celsius para manter a capacidade imunizante.

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