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IBGE

RN é líder do Nordeste em acesso à internet

Em 2025, 94,4% dos lares potiguares utilizavam a rede, o equivalente a mais de 1,21 milhão de residências
Redação
03/07/2026 | 05:44

O Rio Grande do Norte passou a liderar o Nordeste em proporção de domicílios com acesso à internet. Em 2025, 94,4% dos lares potiguares utilizavam a rede, o equivalente a mais de 1,21 milhão de residências. Ao mesmo tempo, a parcela de domicílios sem acesso caiu para 5,6%, ante 7,7% em 2024 e 33,7% no início da série histórica, em 2016.

Os dados são do módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgado nesta quarta-feira 2 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o estado ultrapassou Sergipe (93,5%) e passou a ocupar a primeira posição no Nordeste em acesso domiciliar à internet.

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Internet chega a 94% dos lares do RN - Foto: Agência Brasil

A pesquisa também aponta que 87,4% da população potiguar com 10 anos ou mais acessou a internet pelo menos uma vez nos três meses anteriores ao levantamento. Os 12,6% que não utilizaram a rede apontaram principalmente dois motivos: não saber usar a internet (43,7%) e falta de necessidade (38,2%). A banda larga fixa estava presente em 93,8% dos domicílios do estado, enquanto a banda larga móvel alcançava 71,3%. Em 65,1% das residências havia acesso simultâneo às duas modalidades.

O avanço da conectividade também foi registrado entre pessoas com menor nível de instrução. Entre quem não tinha instrução ou possuía apenas o ensino fundamental incompleto, 75,5% utilizaram internet em 2025. No grupo com ensino fundamental completo, o percentual chegou a 89%, enquanto entre os demais níveis de escolaridade superou 90%.

Em 2016, apenas 36,6% das pessoas com até o ensino fundamental utilizavam internet, e o índice era de 68,9% entre aqueles com ensino fundamental completo.

A principal finalidade da internet entre os potiguares foi realizar chamadas de voz ou vídeo, atividade utilizada por 95,2% dos usuários — alta de 25,6 pontos percentuais em relação ao início da série histórica.

Também aparecem entre os usos mais frequentes: envio e recebimento de mensagens por aplicativos (89,7%); assistir a vídeos, séries e filmes (88,5%); uso de redes sociais (84,7%); e ouvir músicas, rádio e podcasts (83,2%). Já as atividades menos comuns foram vender ou anunciar produtos e serviços (9,3%), jogar (26,6%), utilizar serviços públicos pela internet (34,1%) e fazer compras online (44,8%).

O levantamento mostra ainda que 97,3% dos usuários acessavam a internet diariamente, percentual 1,8 ponto percentual superior ao registrado em 2024.

Em 2025, 87,4% dos moradores do Rio Grande do Norte com 10 anos ou mais possuíam celular para uso pessoal, o equivalente a mais de 2,65 milhões de pessoas. O percentual representa crescimento de 1,7 ponto percentual em relação ao ano anterior e coloca o estado na segunda posição do Nordeste, atrás apenas de Sergipe.

Entre os proprietários de celular, 97,2% acessavam a internet pelo aparelho. Para quem não possuía telefone móvel, os principais motivos foram não saber utilizar o equipamento (36,1%) e falta de necessidade (25,3%).

Apesar do avanço da internet, computadores e tablets continuam pouco presentes nas residências potiguares. Segundo o IBGE, 862 mil domicílios (66,9%) não possuíam microcomputador nem tablet em 2025. Embora seja o menor percentual do Nordeste, o índice permanece acima da média nacional, de 59,1%. Ao mesmo tempo, 30,8% dos domicílios tinham pelo menos um microcomputador, 10,6% possuíam tablet e apenas 8,3% contavam com os dois equipamentos.

A pesquisa também evidencia diferenças de renda: nos domicílios sem computador e sem tablet, o rendimento domiciliar per capita era, em média, de R$ 1.068. Já nas residências com pelo menos um desses equipamentos, a renda variava entre R$ 3.080 e R$ 3.771. O telefone celular estava presente em mais de 1,25 milhão de domicílios do RN, alcançando 97,1% das residências, contra 95,8% em 2024.

Já o telefone fixo convencional seguia em retração e aparecia em apenas 2,4% dos lares. O IBGE estima que 37 mil domicílios (2,9%) não possuíam nenhum tipo de telefone, percentual inferior ao do ano anterior. A pesquisa identificou aumento da proporção de domicílios sem televisão. Em 2025, eram 119 mil residências, equivalentes a 9,2% do total. Em 2016, esse percentual era de apenas 2,6%. O RN passou a registrar o segundo maior índice do Nordeste, atrás apenas do Maranhão (10,4%).