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Economia

RN arrecada R$ 14,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais no 1º semestre

Receita tributária cresce 3,4% no primeiro semestre, mas estudo da Associação Comercial de São Paulo mantém Brasil na última posição em retorno dos tributos à população
Redação
04/07/2026 | 05:00

O Rio Grande do Norte arrecadou R$ 14,64 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O montante representa crescimento de R$ 490 milhões, ou 3,44%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 14,15 bilhões. O Estado respondeu por 0,64% do total arrecadado no País.

No Brasil, a arrecadação tributária alcançou R$ 2,03 trilhões entre janeiro e junho. O avanço reflete, principalmente, o aumento da circulação de recursos na economia por meio do consumo, além do impacto dos reajustes de preços sobre tributos incidentes em bens e serviços.

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No Brasil, a arrecadação tributária alcançou R$ 2,03 trilhões entre janeiro e junho, segundo o Impostômetro - Foto: José Aldenir

No recorte regional, o Rio Grande do Norte aparece como o terceiro Estado nordestino com menor volume de arrecadação no semestre, à frente apenas de Alagoas, com R$ 10,66 bilhões, e Piauí, com R$ 11,32 bilhões. Na outra ponta do ranking estão Sergipe, com R$ 96,90 bilhões, Bahia, com R$ 65,69 bilhões, e Pernambuco, com R$ 47,76 bilhões.

Os números evidenciam diferenças estruturais entre as economias estaduais. Estados com maior concentração industrial, atividade portuária, produção de petróleo e maior mercado consumidor tendem a registrar arrecadação mais elevada, enquanto economias menores apresentam base tributária mais restrita.

Embora a arrecadação continue em trajetória de crescimento, especialistas observam que o aumento da receita pública não tem sido acompanhado, na percepção da população, por melhoria equivalente na qualidade dos serviços públicos.

Essa avaliação é reforçada pela 15ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBE), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) em parceria com a ACSP. O estudo conclui que, entre os 30 países com maior carga tributária do mundo, o Brasil permanece na última colocação quando se relaciona o volume de impostos arrecadados com o retorno oferecido à população em áreas como saúde, educação, segurança e qualidade de vida.

Mesmo diante de um elevado comprometimento da renda das famílias e das empresas com tributos, o contribuinte brasileiro encontra dificuldades para perceber esse retorno por meio dos serviços oferecidos pelo Estado, aponta o levantamento.

O IRBE utiliza indicadores internacionais de desenvolvimento humano e qualidade de vida combinados com dados sobre carga tributária para comparar a eficiência do gasto público entre os países analisados. No ranking mais recente, economias como Irlanda, Estados Unidos, Suíça, Coreia do Sul e Austrália aparecem nas primeiras posições, enquanto o Brasil ocupa a última colocação.

Criado em 2005, o Impostômetro contabiliza em tempo real a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais a partir de informações oficiais. O painel é atualizado continuamente e se tornou uma das principais referências para acompanhar a evolução da carga tributária brasileira e sua distribuição entre Estados e municípios.