O Rio Grande do Norte abriu 1.758 vagas de emprego com carteira assinada no mês de maio, segundo dados do Ministério do Trabalho divulgados nesta quinta-feira 29 dentro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo foi decorrente de 17.162 contratações e 15.404 demissões no mês passado.
O único setor pesquisado que teve saldo negativo de empregos foi o comércio, com o fechamento de 381 postos de trabalho. As altas foram registradas nos setores de serviços (+1.071), construção civil (+614), indústria (+354) e agricultura (+100).

Com o resultado, o Rio Grande do Norte já tem no ano 3.560 vagas de emprego abertas no mercado de trabalho. Nos últimos 12 meses (maio a maio), o saldo é ainda maior: 21.660 postos. O RN seguiu a tendência nacional.
Empregos: no acumulado, Brasil tem saldo positivo
Em maio, segundo o Ministério do Trabalho, o País abriu 155.270 vagas formais de trabalho. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 865.360 vagas. No mesmo período de 2022, o total de empregos gerados era de 1,103 milhão de postos de trabalho, segundo a série com ajustes.
Em maio de 2020, em meio à pandemia da Covid, foram fechados 398,44 mil postos de trabalho e, no mesmo mês de 2021, foram abertas 266,35 mil vagas formais. O Ministério do Trabalho também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.004,57 em maio deste ano, o que representa queda real (descontada a inflação) em relação a abril desse ano (R$ 2.022,83).
Na comparação com maio de 2022, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 1.969,02. Os dados do Caged consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não incluem os informais.
Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego no Brasil foi de 8,5% no trimestre móvel terminado abril. Essa é a menor taxa para um trimestre encerrado em abril desde 2015, quando ficou em 8,1%.