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Campanha
Profissionais questionam decreto e pedem liberação de eventos em Natal
Para tentar frear o avanço da pandemia da Covid-19, o mais recente decreto da Prefeitura do Natal proíbe shows e eventos em ambientes fechados. Associação de profissionais do setor começou uma campanha pedindo revisão e alteração das medidas restritivas
Redação
25/02/2021 | 00:32

A Associação de Profissionais de Eventos do Rio Grande do Norte (APE-RN), por meio de um vídeo com representantes do setor divulgado na última segunda-feira 22, iniciou uma campanha pedindo revisão e alteração do decreto mais recente da Prefeitura do Natal, que traz novas medidas para frear a contaminação da Covid-19. A determinação proíbe a realização de festas, shows e eventos comerciais, comemorativos em ambientes fechados, públicos ou privados.

De acordo com o presidente da APE-RN, Darlow Campos, após a alta ocupação dos leitos críticos Covid na cidade, os profissionais que realizam eventos sociais, como casamento, festa de debutante e eventos familiares, têm recebido críticas e estão sendo culpados de disseminação do vírus.

O representante alega que todas as empresas ligadas à categoria estão trabalhando obedecendo os protocolos sanitários do município, como utilização de máscaras por parte dos funcionários e clientes nos eventos, distanciamento entre pessoas e mesas, limitação de quantidade de músicos nos espaços, aferição de temperatura e uso de álcool gel. O representante diz que os eventos não deveriam ser penalizados com a proibição.

“Nós, profissionais de eventos, cumprimos com os protocolos de saúde de combate a Covid-19 em nossos serviços. Quero saber porque fomos penalizados e bares e restaurantes que se aglomeram bem mais, permanecem abertos até às 22h? Se apenas as casas dos eventos forem fechadas e os bares continuarem funcionando, em 15 dias o cenário de ocupação dos leitos dos hospitais de Covid concerteza não será diferente de agora”, argumentou.

Darlow também acrescentou que não questiona a importância das medidas da prefeitura, mas que a gestão da capital deveria determinar que bares e restaurantes, shoppings, igrejas, comércio de rua também fechem, para ser justo com todos e aí sim obter bons resultados em relação ao agravamento da pandemia.

“Não desmerecemos as políticas e ações de combate a Covid. Diante desse estigma que as festas disseminam o vírus, estamos sendo responsabilizados pelo agravamento da doença na cidade pela mídia. Seja em um casamento, festa de aniversário, cumprimos os protocolos estabelecidos, não realizamos grandes eventos, como um Carnaval, shows que precisam de compra de bilhete”, reforçou.

A Associação também confirmou que deve continuar cobrando as alterações no decreto municipal publicado na segunda-feira 22 e que, caso a Prefeitura não atenda às reivindicações, fará mobilizações em vias públicas.
Ainda segundo a APE-RN, a categoria retornou às atividades em setembro, após meses sem realizar eventos desde o início da pandemia. Conforme Darlow, hoje, dependem desse tipo de trabalho mais de dois mil profissionais em todo o Rio Grande do Norte.

Desde o início da pandemia, os profissionais de eventos sofrem com a perda de contratos, fechados e adiados, cancelados, taxa de endividamento alto, falta de uma linha de crédito mais efetiva por parte do governo.
“O incentivo fiscal do Estado e o programa de crédito do Governo Federal não chegam na ponta da linha, dependemos exclusivamente de Deus” disse o presidente da APE-RN.

Novas restrições

De acordo com o novo decreto assinado pelo prefeito Álvaro Dias (PSDB), ficam mantidas as medidas sanitárias como higienização, distanciamento social e demais medidas de enfrentamento à Covid-19. Entre as restrições, está proibida a realização de festas, shows e eventos comerciais no âmbito do Município do Natal, bem como, eventos comemorativos em ambientes fechados, públicos ou privados.

A venda de bebidas alcoólicas entre as 22h e as 6h, em supermercados e lojas de conveniência de Natal também está proibida. Os restaurantes, pizzarias, lanchonetes, bares, food parks e similares deverão encerrar o atendimento ao público às 22h, com o encerramento de suas atividades operacionais até, no máximo, às 23h.

Outras medidas estão disponíveis no Diário Oficial do Município do dia 22 de fevereiro.

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