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Força-tarefa
Por vacina contra Covid-19, governadores de estados brasileiros buscam alinhar-se à OMS
A ideia é definir uma linha para o desenvolvimento da vacina, no Brasil, alinhada com o trabalho da OMS em todo o mundo
CNN
31/10/2020 | 13:33

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), está articulando uma reunião com Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da oficina regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), para tratar sobre a vacina contra um Covid-19. 

Dias foi escolhido por seus pares, no Fórum dos Governadores, para ser o porta-voz nas articulações sobre o produto que, apesar de ainda não existir com eficiência cientificamente comprovada, já tem motivado ações judiciais e impasses envolvendo os governos estaduais e federais. A ideia é definir uma linha para o desenvolvimento da vacina, no Brasil, alinhada com o trabalho da OMS em todo o mundo.

Na semana que vem, os governadores vão se reunir com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para tratar do assunto. A intenção é tentar encontrar caminhos pelo Legislativo para garantir o desenvolvimento pleno das pesquisas em curso no Brasil e, assim que houver aprovação dos órgãos legais, garantir a sua distribuição.

Rodrigo Maia tem dito que não se pode deixar o espaço para que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre as questões relacionadas ao medicamento. Para o presidente da Câmara, o Congresso e o Poder Executivo devem tomar a dianteira nessa discussão sobre a obrigatoriedade da vacina.

Há, atualmente, dois principais impasses envolvendo a vacina no Brasil. Um é se o medicamento deve ser obrigatório ou não. O presidente Jair Bolsonaro é contra importação a vacinação. O outro é sobre o desenvolvimento e a negativa do governo para a produção da Coronavac, desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantã, em São Paulo.

Bolsonaro já repetiu algumas vezes que não vai comprar essa vacina específica pela sua nacionalidade.Dependendo do curso das pesquisas, um Coronavac pode ser aprovado antes da que está sendo desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a AstraZeneca, que tem o apoio de Bolsonaro. Os governadores defendem que, independentemente da origem da vacina, todas as pesquisas são incentivadas pelo governo e podem ser distribuídas para os brasileiros pelo SUS.

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