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Saúde

Polícia investiga venda ilegal de canetas pelas redes sociais no RN

Cinco mandados de busca e apreensão cumpridos em Assu e Macau investigam comercialização de Mounjaro e Synedica pelas redes sociais
Por O Correio de Hoje
01/04/2026 | 17:19

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou, nesta terça-feira 31, uma operação que resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas por comercializar canetas emagrecedoras de forma irregular por meio das redes sociais.

A ação, denominada Operação “Slin”, ocorreu nos municípios de Assu e Macau. As investigações tiveram início após uma denúncia apontar a venda dos medicamentos de controle especial Mounjaro (tirzepatida) e Synedica (retatrutida).

canetas
Agentes da Polícia Civil do RN apreenderam seringas, luvas e recipientes usados no transporte dos produtos - Foto: polícia civil / divulgação

De acordo com a polícia, as informações recebidas também indicavam que o grupo suspeito realizava o fracionamento das doses e mantinha os produtos em condições inadequadas de armazenamento.

“De acordo com as investigações, há indícios de que as suspeitas realizavam divulgação ostensiva da venda ilegal por meio de redes sociais. As negociações dos fármacos ocorriam, principalmente, via aplicativos de mensagens”, informou a corporação.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam materiais relacionados à atividade investigada, incluindo seringas, luvas, recipientes térmicos utilizados para o transporte dos produtos, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie. Todo o material recolhido será encaminhado para perícia.

Segundo a Polícia Civil, ao término das investigações, os envolvidos poderão ser responsabilizados por crimes como associação criminosa, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de receptação qualificada.

“A Polícia Civil reforça o alerta à população sobre os riscos do uso de medicamentos adquiridos de forma irregular, especialmente produtos para emagrecimento, que podem causar efeitos adversos graves”, disse a corporação.