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Violência

PM acusado de agredir mulher na Vila de Ponta Negra nega ter cometido violência

Mulher disse ter sido agredida por PM: “Me deu um tapa na cara”
Redação
13/04/2026 | 19:16

O policial militar acusado de agredir uma mulher durante uma abordagem na Vila de Ponta Negra, na zona Sul de Natal, negou que tenha cometido violência física e apresentou sua versão sobre o caso nesta segunda-feira 13, em entrevista à TV Tropical.

Segundo o subtenente Paulino, a equipe realizava uma abordagem a um veículo quando identificou que o condutor possuía passagens pela polícia. No carro, além do motorista, estavam uma mulher e uma criança.

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PM acusado de agredir mulher na Vila de Ponta Negra nega ter cometido violência - Foto: Reprodução/TV Tropical

De acordo com o militar, durante a ação, a mulher que denunciou a agressão se aproximou da área, ultrapassou o perímetro de segurança montado pela equipe e retirou a criança do local da abordagem.

“Me aproximei dela com a maior calma do mundo para explicar o porquê de ela não poder ter feito o que fez, nesse momento, ela começou a se exaltar. Falou palavras de baixo calão, disse que eu não tinha direito de fazer a abordagem na sobrinha dela”, afirmou.

O subtenente disse que houve discussão entre as partes, mas negou agressão física. “Enquanto eu tentei falar com ela e ela não nos deu espaço, falei e ela disse que ‘era um tapa na cara não poder ir e vir onde quisesse’, porque eu não deixava. Tentei explicar isso a ela, ela aumentou a voz, eu aumentei também. A agressão verbal houve de ambas as partes”, acrescentou.

Ele também afirmou que o vídeo divulgado não apresenta toda a dinâmica da ocorrência. “Quando eu digo isso, fui infeliz. Ela tirou tanto a paciência, mas agressão física não. O tapa na cara que me referi foi justamente ao elemento linguístico que ela usou. Se aproveitaram da situação. A produtora do vídeo estava no carro que essa cidadã estava. Então, aquele momento que foi veiculado nas redes sociais foi muito depois do momento em que comecei a conversar com ela”, disse.

O subtenente afirmou que está à disposição das autoridades para a apuração dos fatos e defendeu a transparência no processo.

“Demorei em aparecer porque eu sou militar, preciso conversar com meus superiores, tenho que ter autorização para fazer o que estou fazendo. Não gosto de exposição. Estou fazendo, pois é necessário. A minha imagem foi extremamente ultrajada e tenho necessidade de falar aqui. Quem me conhece, sabe muito bem o que eu transmito ao cidadão e eu só quero dar a sensação de segurança”, declarou.

O caso ocorreu no dia 5, Domingo de Páscoa, e ganhou repercussão na última sexta-feira 10, após a divulgação do episódio nas redes sociais.