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Violência

Mulher diz ter sido agredida por policial na Vila de Ponta Negra: “Me deu um tapa na cara”

PM afasta envolvidos e abre procedimento após caso ganhar repercussão
Redação
10/04/2026 | 19:27

Uma mulher denunciou ter sido agredida por um policial militar durante uma abordagem na Vila de Ponta Negra, em Natal. O caso ocorreu no domingo 5 e ganhou repercussão nesta sexta-feira 10, após relatos da vítima.

Em entrevista à TV Tropical, Sandra Casado, gerente de restaurante, afirmou que passava pelo local quando viu familiares sendo abordados. “Eu trabalho em um restaurante e trabalho como cabeleleira a domicílio. Eu ia fazer um cabelo e ia para o restaurante. Me deparei com uma abordagem na Vila de Ponta Negra. Eu vi que era minha sobrinha, o esposo dela e o filhinho e parei meu carro. Até porque não tinha como passar pois a viatura estava impedindo. Eu fui pegar o filhinho dela para não ver aquela abordagem. Em nenhum momento eu atrapalhei. Sempre respeito os policiais, foi isso que minha mãe me ensinou”, disse.

Mulher diz ter sido agredida por policial na Vila de Ponta Negra: "Me deu um tapa na cara" - Foto: Reprodução/TV Tropical
Mulher diz ter sido agredida por policial na Vila de Ponta Negra: "Me deu um tapa na cara" - Foto: Reprodução/TV Tropical

Segundo ela, a situação se intensificou quando tentou retirar a criança do local. “Fui pegar a criança e o policial que estava abordando o marido da minha sobrinha impediu. Eu disse que ia, porque não queria que ela visse a cena. Quando saio para o meu carro, ele vem atrás de mim para dizer que era para voltar e devolver a criança. Eu falei que não iria devolver. Ele ficou muito alterado, chamando palavrões”, relatou.

Parte da ocorrência foi registrada em vídeo. “Minha sobrinha pega a criança. Quando isso acontece, ele me chama de palavrão, me dá um tapa na cara e diz: ‘Agora vá embora com esse tapa na cara'”, afirmou.

Sandra Casado disse que enfrenta dificuldades após o episódio. “Para mim, está sendo muito difícil. Desde domingo, eu fico sem dormir, não me alimento direito. Estou à base de remédio, mas Deus está me dando força”, declarou.

O caso foi encaminhado à corregedoria da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. O advogado da mulher, Bruno Fragoso, informou que serão adotadas medidas legais. “Vamos entrar com as medidas criminais e cíveis cabíveis para que sejam apuradas as possíveis práticas dos crimes relatados pela vítima”, disse.

Em nota, a Polícia Militar informou que “ao tomar conhecimento de imagens veiculadas em redes sociais sobre a conduta de policiais lotados no 5º BPM, determinou ao comando da referida unidade o afastamento imediato dos envolvidos das atividades operacionais”.

A corporação também comunicou que “foi determinada a abertura de procedimento administrativo para a rigorosa apuração dos fatos”. Por fim, o Comando Geral declarou que “sua atuação é pautada pela legalidade e pelo respeito ao cidadão, reafirmando que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes”.