A Polícia Federal (PF) informou que as equipes de intervenção levaram cerca de 10 minutos entre a percepção da tentativa de suicídio e o início do resgate de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, na carceragem da instituição em Minas Gerais.
O episódio ocorreu na última quarta-feira 4. Segundo a PF, as circunstâncias estão sendo apuradas em um inquérito interno, que inclui a análise das imagens do momento da ocorrência.

Em nota, a corporação explicou que o intervalo de aproximadamente 10 minutos corresponde ao período entre a identificação do ocorrido e o deslocamento da equipe para realizar o socorro.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o Grupo de Pronta Intervenção realizou manobras de reanimação por cerca de 25 minutos até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Durante o atendimento, os profissionais utilizaram medicamentos como adrenalina e um desfibrilador para tentar reverter o quadro. Após recuperar os sinais vitais, Mourão foi encaminhado a um hospital.
Na sexta-feira 6, o advogado informou que a morte cerebral do investigado foi confirmada.
A Polícia Federal já colheu depoimentos de servidores envolvidos no atendimento e segue investigando as circunstâncias do caso.
“Sicário” havia sido preso horas antes durante uma operação que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com as investigações, Mourão teria atuado no monitoramento de adversários de Vorcaro, além de constranger opositores e, em alguns casos, promover agressões físicas. O grupo investigado também seria responsável por tentar obter informações sigilosas em sistemas restritos.
*Com informações do G1 RN