O mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte registrou saldo negativo de 2.221 vagas em fevereiro de 2026, resultado de 19.084 admissões e 21.305 desligamentos, segundo o Boletim de Emprego do Sebrae-RN. O desempenho é o pior para o mês nos últimos cinco anos e reflete, de acordo com a análise, um movimento sazonal típico do início do ano, após o encerramento das contratações temporárias do fim de ano.
Apesar do recuo pontual, o estoque de empregos formais no estado permanece elevado, com 550.842 vínculos ativos. O levantamento aponta que, nesse cenário, as micro e pequenas empresas seguem como principais responsáveis pela sustentação do mercado de trabalho potiguar.

Os dados indicam que os negócios de menor porte mantêm contribuição consistente para a criação e manutenção de vagas, compensando, em parte, oscilações registradas em empresas de maior porte. Apenas as microempresas — com faturamento anual de até R$ 360 mil — foram responsáveis pela geração de 1.860 postos de trabalho no período.
A capilaridade desses empreendimentos, presentes em praticamente todos os municípios e setores da economia, reforça seu papel na interiorização do desenvolvimento e na geração de renda. Segundo o boletim, esse perfil contribui para reduzir os efeitos de retrações pontuais no mercado de trabalho.
“O desempenho dos pequenos negócios mostra a resiliência desse segmento, que continua sendo o principal motor da geração de emprego no estado. Mesmo em meses de retração, os dados mostram que são essas empresas que sustentam a base da economia e contribuem para a recuperação do mercado de trabalho”, afirma Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN e responsável pelo levantamento.
Na distribuição por municípios, Natal liderou a geração de vagas formais, com saldo positivo de 550 postos, seguida por Parnamirim (291), Ipanguaçu (235), Extremoz (91) e Serra Negra do Norte (77).
Por outro lado, Baía Formosa registrou o maior saldo negativo, com 897 desligamentos líquidos, seguida por Apodi (415), Mossoró (400), Goianinha (286) e Arês (258).
O boletim também traz recortes regionais e setoriais, permitindo acompanhar o comportamento do emprego formal no Nordeste e identificar oportunidades mais específicas de atuação.
A expectativa, segundo o Sebrae-RN, é de retomada gradual ao longo dos próximos meses, acompanhando o reaquecimento de setores estratégicos da economia. Nesse contexto, os pequenos negócios devem continuar exercendo papel central na geração de empregos e na sustentação da atividade econômica no Estado.