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Lançamento
Pedro Rhuas ataca fascismo no clipe de “Máquina do Tempo”
Vídeo do cantor e compositor nordestino, lançado nesta sexta-feira 23 no YouTube, apresenta o artista como um rebelde foragido
Redação
26/10/2020 | 05:15

O Brasil ganha ares de distopia fascista no clipe da música “Máquina do Tempo”. Vídeo do cantor e compositor nordestino Pedro Rhuas, lançado nesta sexta-feira 23 no YouTube, apresenta o artista como um rebelde foragido. Produção caseira foi contemplada pelo edital Sesc Cultura ConVIDA.

Colagens e recortes de gravações virais dão conta de costurar a narrativa proposta pelo roteiro de Rhuas, direção de Diógenes Nóbrega e montagem de Franklin Matheus. Com uma letra crítica a “falsos messias”, ataques à democracia e ao terraplanismo em voga no país, o clipe materializa o que antes era apenas sugestionado no lirismo da canção. Até a nota de 200 reais – aqui cercada de laranjas – não foi poupada.

“Criamos um universo onde o Brasil é controlado por um ditador chamado Grande Messias”, contou Rhuas. De acordo com ele, o Nordeste é independente nesse mundo ficcional e a ideia é explorar o mote em outras produções. “Arte e ficção são modos de questionar a realidade palpável sem obviedade. O clipe fala sobre o Brasil que vivemos, mas utiliza uma maquiagem especial para brincar com isso. Queria dialogar com o público jovem e trazer uma música que, dançante, não perdesse seu apelo político”.

Diretor do videoclipe, o produtor audiovisual Diógenes Nóbrega dá mais detalhes do processo. “A pandemia nos fez alterar os planos e construir muito com pouco. O clipe priorizou a busca por um discurso coerente, político e afiado. Passamos um longo período fazendo curadoria das imagens que entraram no corte final, trazendo cenas de protestos, abuso policial, desastres ambientais… tudo isso foi conectado pela edição de Franklin Matheus, que proporcionou esse balanço entre futurístico e antigo, atual e visionário”, afirmou.

A música “Máquina do Tempo” foi disponibilizada nas plataformas digitais em Julho. No Spotify, são quase 10 mil streams. Com beat do músico potiguar Antonio Bê, mixagem do pernambucano DogMan e suporte da produtora Frika Records, o single foi um dos projetos de Rhuas em 2020, que também lançou o livro “Enquanto eu não te encontro” e covers para faixas como “Canção de Esperança” e “Como Vai Você”.

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