O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta quinta-feira 26 que vai recorrer ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pedir a anulação da votação realizada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo Pimenta, houve erro na contagem dos votos durante a deliberação que aprovou requerimentos, entre eles o que determina a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a sessão, o parlamentar pediu que o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), anulasse o resultado por “erro material na contagem” e anunciasse o que classificou como o “resultado verdadeiro”, com base em imagens e registros da votação.
Pimenta declarou que, caso o pedido não seja acatado, a oposição interpretará a decisão como uma ação deliberada para “fraudar o resultado da votação” e que, além de recorrer a Alcolumbre, fará representação no Conselho de Ética do Congresso contra o presidente da comissão.
Divergência na contagem
De acordo com o deputado, havia 14 votos contrários à aprovação dos requerimentos. Já o presidente da CPMI contabilizou apenas sete, o que levou à aprovação dos pedidos.
A votação foi realizada em globo — quando diversos requerimentos são analisados e votados simultaneamente.
Mesmo que os 14 votos mencionados por Pimenta fossem confirmados, o número não seria suficiente para barrar os requerimentos. O colegiado é composto por 31 parlamentares, sendo necessária maioria simples para rejeitar as propostas, o que não teria sido alcançado.
Confusão após aprovação
Após a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha, a sessão foi marcada por bate-boca e empurra-empurra entre parlamentares. A transmissão da reunião chegou a ser interrompida pela TV Senado em meio à confusão.
A CPMI investiga supostas fraudes no INSS e deve continuar ouvindo investigados e aprovando novos requerimentos nas próximas sessões.