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Declaração
Para evitar crise diplomática, Heleno evita falar quais países gostariam de derrubar Bolsonaro
“O grande sustentáculo econômico do Brasil hoje é a agroindústria. Praticamente alimentamos mais de 1 bilhão de pessoas e esse dado é um dado que em termos econômicos acaba prejudicando outros países”, disse Heleno
Redação/ Rádio Bandeirantes
22/09/2020 | 11:29

Em audiência no Supremo o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, afirmou que, para evitar uma crise diplomática, não pode indicar os países que gostariam de derrubar o presidente Jair Bolsonaro. Heleno disse que “nações estrangeiras” fazem críticas sobre a política ambiental do Brasil com essa finalidade. As informações são da Rádio Bandeirantes.

“Fica difícil de eu citar os países. Eu vou comprar uma briga para o Brasil que é exatamente o que a gente não quer. É lógico que as pessoas que são bem informadas têm na cabeça quais são esses países. Não cabe a nós, do governo, citar esses países que eu vou criar um problema diplomático internacional”, repetiu Heleno.

Na avaliação de Augusto Heleno, o que está por trás do discurso dos estrangeiros são na verdade interesses econômicos. “O grande sustentáculo econômico do Brasil hoje é a agroindústria. Praticamente alimentamos mais de 1 bilhão de pessoas e esse dado é um dado que em termos econômicos acaba prejudicando outros países”, disse.

O general afirmou ainda à Rádio Bandeirantes que forças políticas até agora inconformadas com a eleição de Bolsonaro alimentam essa conversa dos estrangeiros. “Tem gente aqui que não admite alternância de Poder e vai usar todos os meios, não interessa se vai prejudicar o Brasil, se vai prejudicar os pobres, prejudicar distribuição de renda. ‘Eu quero voltar ao Poder, eu preciso voltar ao Poder’, isso aí é o problema”, explicou.

Um dos grupos criticados por Augusto Heleno é a Articulação dos Povos Indígenas, conhecida como “Apib”. Para o chefe do gabinete de Segurança Institucional, essa organização faz um trabalho “nefasto” ao apoiar campanhas internacionais de boicote a produtos brasileiros.

Na entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, o general não descartou represálias comerciais contra países que usam o discurso ambiental para deixar de comprar do Brasil.

*Com informações da Rádio Bandeirantes

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