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Abandono

[VÍDEO] Pais de recém-nascida que foi deixada em bueiro e precisou ser amamentada por PM são presos por maus-tratos e abandono

Bebê de um mês foi resgatada em Ibirité com sinais de desidratação e precisou ser amamentada por policial militar lactante
Redação
20/02/2026 | 12:12

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta sexta-feira 20 a prisão dos pais da recém-nascida encontrada em um bueiro no bairro Petrolina, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O casal, ambos com 22 anos, foi autuado por maus-tratos, e a mãe também responderá por abandono de incapaz.

O caso ocorreu na manhã de quinta-feira 19. Câmeras de segurança registraram o momento em que a criança, de apenas um mês, foi deixada inicialmente em uma área de mata e, depois, colocada sobre uma boca de lobo na rua.

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Recém-nascida foi resgatada em Ibirité após ser deixada em bueiro; pais foram presos por maus-tratos e abandono Foto: Reprodução

De acordo com a Polícia Civil, os dois foram levados à delegacia, ouvidos pela autoridade policial e tiveram a prisão em flagrante ratificada. Após os procedimentos legais, foram encaminhados ao sistema prisional. Os nomes não foram divulgados. O Conselho Tutelar acompanhou o caso, e as investigações seguem em andamento.

A bebê foi socorrida por Regina Pedron, auxiliar de serviços gerais que passava pelo local e percebeu a situação de risco. Segundo relato dela, o casal discutia na rua quando a mãe colocou a criança na mata. Em seguida, o pai pegou a filha, mas a mulher retomou a criança e tentou colocá-la dentro do bueiro.

Regina abordou os dois e conseguiu ficar com o bebê. Ela levou a recém-nascida para uma unidade básica de saúde da cidade. A equipe médica constatou que a criança estava desidratada, com fome, sinais de insolação e suspeita de infecção urinária.

A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada, e a soldado Helem Valério, que teve filho recentemente, recebeu autorização da equipe médica para amamentar a bebê, devido ao quadro de desidratação. A prática, conhecida como amamentação cruzada, não é recomendada pela Organização Mundial da Saúde por risco de transmissão de doenças, mas foi autorizada pelos profissionais de saúde diante da emergência.

Após o atendimento, a criança foi encaminhada para um abrigo, conforme registro policial.