BUSCAR
BUSCAR
Política

Pacheco diz que STF ‘invade competência’ do Congresso ao descriminalizar porte de maconha

Presidente do Congresso disse que descriminalização de drogas só pode ser feita no processo legislativo
Redação
25/06/2024 | 18:43

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. A Corte terminou o julgamento nesta terça-feira 25. O parlamentar voltou a falar em “invasão de competência” da Suprema Corte ao declarar inconstitucional o artigo 28 da Lei de Drogas, que criminaliza o consumo pessoal de entorpecentes.

“Eu discordo da decisão do Supremo Tribunal Federal. Eu considero que uma descriminalização só pode se dar através do processo legislativo e não por uma decisão judicial. Há um caminho próprio para se percorrer nessa discussão, que é o processo legislativo”, disse o parlamentar.

Rodrigo Pacheco disse que discorda da descriminalização da Maconha / Foto: Presidência do Senado/Reprodução
Rodrigo Pacheco disse que discorda da descriminalização da Maconha / Foto: Presidência do Senado/Reprodução

Com a decisão da corte, proferida por 7 votos a 4, o consumo de maconha deixa de ser um ato ilícito penal e se torna um ato ilícito administrativo, ou seja, o usuário não pode ser criminalizado. Contudo, os magistrados ainda não definiram um entendimento sobre a quantidade de droga para diferenciar o consumo do tráfico.

Pacheco também afirma que o julgamento do STF invade a competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o senador, cabe à Anvisa determinar qual subsistência é considerada entorpecente, e ao Congresso tornar o porte lícito ou ilícito.

“Se uma substância é considerada ilícita pela Anvisa, quem a porta tem que ter uma consequência. A consequência de quem porta não pode ser prisão, não se pode prender o usuário, mas é preciso ter uma consequência jurídica porque aquela mesma substância momentos antes estava na mão de alguém que pratica um crime hediondo. (A decisão do STF) descriminaliza uma parte sem descriminalizar a outra”, argumentou o presidente do Senado.

Em abril deste ano, o Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada por Pacheco, que criminaliza o porte de qualquer tipo de droga. Contudo, para ser promulgada, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados.

NOTÍCIAS RELACIONADAS