A divulgação de um novo lote de documentos sobre o caso do bilionário Jeffrey Epstein reacendeu o escrutínio sobre Andrew Mountbatten-Windsor, filho da rainha Elizabeth II e irmão do rei Charles III. Entre os arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos estão fotografias em que Andrew aparece ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão, em ambiente interno, com ambos totalmente vestidos.
As imagens foram tornadas públicas nesta sexta-feira (30), sem informações oficiais sobre data, local ou contexto em que foram registradas. Em algumas fotos, Andrew parece tocar a região do abdômen da mulher; em outra, encara diretamente a câmera. A identidade da mulher não foi revelada.

Anteriormente conhecido como Duque de York, Andrew perdeu seus títulos e funções reais em meio às controvérsias envolvendo sua relação com Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais. O britânico sempre negou qualquer irregularidade ou envolvimento ilícito.
Além das fotos, os documentos incluem trocas de e-mails de agosto de 2010 que sugerem um convite feito por Epstein para que Andrew jantasse com uma mulher russa de 26 anos, dois anos após o americano ter se declarado culpado por aliciamento de menor. As mensagens indicam contatos cordiais, mas não apontam ilegalidades.
O material integra um acervo com mais de três milhões de páginas, imagens e vídeos relacionados às investigações sobre Epstein e sua rede de relacionamentos. Um documento oficial de 2020 aponta que as autoridades americanas consideraram Andrew uma possível testemunha ou participante de eventos relevantes, mas reforça que ele não é alvo de investigação e que não há evidências de crime sob a lei dos Estados Unidos.
Andrew também nega as acusações feitas pela americana Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual quando era menor de idade. O caso foi encerrado em 2022 por meio de um acordo judicial, sem admissão de culpa.
A divulgação dos novos arquivos voltou a gerar repercussão internacional e ampliou a pressão pública sobre o antigo príncipe, mesmo anos após o fim de sua atuação oficial na monarquia britânica.