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Lei Seca

Grande Natal registra 653 prisões por embriaguez ao volante em 2026

Número já supera em 33,8% o total de ocorrências de todo o ano passado; Extremoz lidera os registros, seguida por Macaíba e Natal
Agora RN
05/11/2026 | 15:11

A Grande Natal registrou 653 prisões por embriaguez ao volante entre janeiro e 3 de novembro de 2026, o maior número da série histórica iniciada em 2016. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira 5 pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual, CPRE, e reúne as ocorrências da Operação Zero Álcool na capital potiguar e nos municípios da Região Metropolitana. O resultado já supera todas as marcas anuais registradas na última década.

O número representa um crescimento de 33,8% em relação a todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas 488 prisões. São 165 ocorrências a mais, mesmo com quase dois meses restantes para o encerramento de 2026. Como o levantamento deste ano ainda é parcial, o total poderá aumentar até dezembro.

Além das sanções administrativas, a recusa ao teste não impede que o condutor responda criminalmente por embriaguez ao volante. Foto: José Aldenir
Operação Zero Álcool contabilizou 653 prisões por embriaguez ao volante na Grande Natal em 2026 - Foto:

Extremoz concentra o maior número de prisões, com 191 registros, o equivalente a aproximadamente 29,2% das ocorrências. Macaíba aparece em segundo lugar, com 92 casos, seguida por Natal, com 74. Juntos, os três municípios somam 357 prisões, o que corresponde a 54,7% do total registrado pela operação.

Os dados mostram que a Operação Zero Álcool contabilizava 534 prisões até 31 de agosto. No início de outubro, o balanço havia alcançado 589 ocorrências. Com a atualização até 3 de novembro, o número chegou a 653, representando 64 prisões adicionais em relação ao levantamento anterior.

A operação foi instituída em 2025 e atua de forma complementar às fiscalizações da Seção Lei Seca. As ações são realizadas pelo policiamento rodoviário estadual, com abordagens destinadas a identificar condutores que dirigem após ingerir bebidas alcoólicas.

De acordo com o CPRE, a prisão pode ocorrer quando o teste do bafômetro apresenta resultado igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, considerando a margem de tolerância aplicada ao equipamento.

A legislação também permite a constatação do crime por outros meios de prova. Mesmo quando o motorista se recusa a realizar o teste, ele pode ser preso se os agentes identificarem sinais de alteração da capacidade psicomotora, conforme os critérios previstos nas normas de trânsito.

O levantamento do CPRE aponta oscilações no número de prisões desde 2016, quando foram registrados 357 casos. Nos três anos seguintes, os números diminuíram, chegando a 25 ocorrências em 2019, o menor resultado da série.

Em 2020, foram contabilizadas 34 prisões, seguidas por 44 em 2021. O crescimento voltou a aparecer em 2022, quando o total alcançou 253 ocorrências. Em 2023, o número subiu para 477, antes de recuar para 349 em 2024.

No ano passado, a operação registrou 488 prisões, até então o maior número da série. Em 2026, o resultado chegou a 653 ainda no início de novembro, superando a marca anterior em 165 casos.

Confira o histórico:

  • 2016: 357 prisões;
  • 2017: 91;
  • 2018: 79;
  • 2019: 25;
  • 2020: 34;
  • 2021: 44;
  • 2022: 253;
  • 2023: 477;
  • 2024: 349;
  • 2025: 488;
  • 2026: 653 (até 3 de novembro).

O crescimento das prisões acompanha a ampliação das ações de fiscalização, mas o levantamento não permite concluir, isoladamente, que houve aumento na proporção de motoristas que dirigem alcoolizados. Para essa avaliação, também seria necessário considerar o número de abordagens realizadas e de testes aplicados ao longo dos anos.

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