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Apostas ilegais

Operação contra bets ilegais que movimentaram R$ 739 milhões cumpre diligências em Natal

Polícia Civil do Distrito Federal cumpre 52 mandados de busca e apreensão em seis unidades da Federação; Justiça autorizou bloqueios de até R$ 3,48 bilhões
Agora RN
05/11/2026 | 14:35

Natal está entre as cidades que recebem diligências da Operação Azzardo, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira 5. A investigação apura um esquema de apostas ilegais que teria movimentado aproximadamente R$ 739 milhões por meio de empresas utilizadas para ocultar a origem e redistribuir os recursos.

A ofensiva ocorre no Distrito Federal e em cinco estados: Rio Grande do Norte, São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará. Ao todo, são cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial. Não há mandados de prisão nesta operação.

Registro oficial dos policiais durante o cumprimento dos mandados da Operação Azzardo
Operação Azzardo investiga esquema de apostas ilegais que teria movimentado R$ 739 milhões e realiza diligências em Natal - Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com as investigações, os valores depositados pelos usuários nas plataformas de apostas eram direcionados a empresas de fachada, que recebiam e concentravam o dinheiro antes de redistribuí-lo entre pessoas físicas, outras empresas e instituições de pagamento.

Algumas dessas empresas declaravam atividades sem relação com o setor de apostas. No Distrito Federal, por exemplo, a polícia identificou uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô que teriam sido utilizadas para receber os recursos.

A apuração também identificou transferências envolvendo criptoativos, estratégia que, segundo os investigadores, fazia parte da estrutura de movimentação financeira do grupo.

Por determinação judicial, foram autorizados bloqueios de contas e ativos financeiros de 64 pessoas físicas e 120 empresas, até o limite de R$ 3,483 bilhões.

A decisão também estabeleceu a suspensão de registros de 100 empresas e empresários individuais, além da proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados durante 90 dias.

Outra medida autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas. A Justiça ainda determinou a indisponibilidade de bens mantidos em instituições supervisionadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As apurações tiveram início há cinco meses, depois que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda comunicou à Polícia Civil a existência de plataformas que operavam sem autorização federal.

A investigação também alcançou a fintech A55 Sociedade de Crédito, sediada em São Paulo. Segundo a polícia, simulações realizadas pelo Ministério da Fazenda indicaram que pagamentos via Pix feitos nos sites investigados eram direcionados a contas de empresas de fachada mantidas na instituição.

Os investigados poderão responder por exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa

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