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Ataque

Mulher morre após ataque de abelhas na Grande Natal; neta de 8 meses é internada

Caso ocorreu no distrito de Arenã e mobilizou moradores e Corpo de Bombeiros de Parnamirim
Redação
30/01/2026 | 15:32

Uma mulher de 67 anos morreu após um ataque de abelhas ocorrido nesta quinta-feira 29 no distrito de Arenã, em São José de Mipibu, na Grande Natal. Outras pessoas também foram picadas, entre elas a neta da vítima, uma bebê de 8 meses, que está internada. As informações são do g1.

Segundo moradores da comunidade, o ataque aconteceu por volta das 13h57. O Corpo de Bombeiros de Parnamirim foi acionado por volta das 14h para conter o enxame. As vítimas foram socorridas por vizinhos e levadas para uma unidade de saúde da região. Rita Ramos Bezerra, de 67 anos, não resistiu e morreu.

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Rita Ramos Bezerra, de 67 anos, que morreu no ataque de abelhas - Foto: Reprodução

O vereador Washington Cardoso, vizinho de Rita, relatou que havia acabado de chegar em casa quando ouviu pedidos de socorro. Ele afirmou que utilizou palhas de coqueiro para fazer fogo e tentar afastar as abelhas com fumaça. “Foi um terror. Foi terrível”, disse. “Foi em torno de 30 minutos de aperreio, para espantar as abelhas, para recolher ela, colocar no meu carro e levar ela, para tentar salvar, mas não teve jeito. Quando a gente pegou ela, ainda estava cheia de abelhas, já desmaiada, com a respiração bem fraca”, afirmou.

De acordo com Washington, cerca de 10 casas da comunidade foram invadidas pelas abelhas, ao menos 15 pessoas sofreram picadas e animais como galinhas e cães também morreram.

A bebê, neta de Rita, estava com a avó no momento do ataque e foi retirada por outro vizinho, que se cobriu com um lençol e um capacete para resgatar a criança. A menina foi colocada em um carro e levada para a Unidade de Pronto-Atendimento do município. Em seguida, foi transferida para o Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, onde segue internada nesta sexta-feira (30), segundo moradores. A mãe da criança informou que a bebê está fora de perigo.

A aposentada Clotilde Oliveira, que ajudou no resgate da criança junto com o marido, relatou o momento. “Meu esposo pegou a menina e levou para minha casa. Peguei água e joguei em cima deles. Botei a menina no braço, ia passando uma pessoa na rua e nos socorreu. Fui falando com ela e tirando as abelhas. Nunca pensei em passar por esse momento. Não sai da minha cabeça aquela criança”, disse.