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Liberação

Manifestantes do MST liberam estradas no RN após negociação da PRF

Manifestações ocorreram em trechos da BR-101, em Touros, e da BR-405, na Chapada do Apodi
Redação
09/03/2026 | 11:22

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) liberaram, na manhã desta segunda-feira 9, trechos da BR-101, em Touros, e da BR-405, na Chapada do Apodi, após bloqueios realizados durante protestos no Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Touros, no km 01 da BR-101, a rodovia foi liberada em ambos os sentidos às 10h55. Em Apodi, no km 72 da BR-405, o trânsito foi liberado às 10h50. A PRF informou que intermediou as negociações com as autoridades que foram demandadas.

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Manifestantes do MST ocuparam rodovias no RN durante ato da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra. - Foto: reprodução Instagram

As manifestações ocorreram na região Oeste e no Litoral Norte do estado, com manifestantes ocupando as rodovias e bloqueando o trânsito durante a manhã.

Jornada nacional

As ações fazem parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra. De acordo com o MST, as mulheres reivindicam o cumprimento da pauta do movimento ao Governo do Estado e denunciam os impactos dos megaprojetos de energia eólica, alegando ameaças ao modo de vida dos povos do campo.

Na Chapada do Apodi, na região Oeste, o movimento cobra agilidade e a conclusão da desapropriação das terras do Distrito Irrigado do Baixo Açu (Diba), onde cerca de 100 famílias aguardam para serem assentadas.

Segundo o MST, outros 10 acampamentos também reivindicam terra na região, que está há 20 anos sem nenhuma desapropriação.

No município de Touros, no litoral Norte do Rio Grande do Norte, as mulheres denunciam o avanço do capital energético e a territorialização das empresas.

De acordo com o movimento, esse processo ameaça as famílias do campo, restringe o uso da terra e coloca em risco os territórios e a natureza.

Com o lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, a jornada ocorre de 8 a 12 de março em todo o Brasil.

Segundo o MST, as ações denunciam a paralisação da Reforma Agrária no país e o modelo que “prioriza o agronegócio e a produção de commodities, aprofundando desigualdades, violência no campo, fome e pobreza”.

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