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Denúncia
Mais três mulheres dizem ter sido vítimas de abuso sexual do guru Tadashi Kadomoto
Jovem, que estava grávida, participava das atividades do Instituto Tadashi Kadomoto desde 2010, quando fez treinamentos vendidos pela entidade. A primeira investida teria ocorrido ainda em 2011, durante um treinamento de “expansão de consciência”
Redação/O Globo
14/10/2020 | 11:51

Segundo o Ministério Público de São Paulo, mais três mulheres procuraram o órgão para para relatar supostos abusos sexuais praticados pelo terapeuta transpessoal Harry Tadashi Kadomoto, conhecido como um guru da meditação na pandemia. A Justiça aceitou uma denúncia contra Kadomoto no última dia 6, o terapeuta é acusado por uma ex-paciente e ex-estagiária de ter se aproveitado de sua fragilidade emocional para cometer abusos sexuais e estupro. A mulher sofria de anorexia e bulimia e relatou que os abusos aconteceram por seis vezes entre os anos de 2017 e 2019. As informações são do O Globo.

Nas redes sociais, Kadomoto se disse surpreso com a denúncia, apresentada pela primeira vez pela Globo News. Ele negou ter cometido qualquer crime e anunciou que ficará afastado de suas atividades até que os fatos sejam esclarecidos. Ele tem mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram e quase 5 mil postagens. O processo está em curso e Kadomoto deverá apresentar sua defesa.

A jovem, que estava grávida, participava das atividades do Instituto Tadashi Kadomoto desde 2010, quando fez treinamentos vendidos pela entidade. A primeira investida teria ocorrido ainda em 2011, durante um treinamento de “expansão de consciência” realizado num hotel em Itatiaia (RJ).

Em 2017, já com disturbios alimentares e depressão, a vítima iniciou sessões de terapia individual. Em cinco sessões, a pretexto de fazer a terapia, ele teria praticado relação sexual com a jovem, que estava grávida. Segundo a denúncia, ele teria dito que estava apaixonado pela jovem e que ela iria trabalhar como estagiária no Instituto.

Segundo a denúncia, o terapeuta minou a capacidade de resistência da vítima de forma progressiva e gradual e, ciente de seu estado de saúde, no lugar de oferecer tratamento aumentou o estado de vulnerabilidade dela.

Duas mulheres, que teriam sido assediadas pelo guru durante atividades do instituto, também prestaram depoimento e se apresentaram como testemunhas no processo. Agora, com os novos três casos, o Ministério Público espera reunir mais provas contra o terapeuta.

Pela internet Tadashi Kadomoto oferece meditação e mensagens de autoconhecimento. Há quase 30 anos oferecendo treinamento comportamental, o terapeuta também dá cursos presenciais, que usa hipnose, meditação, regressão e relaxamento. Cerca de 100 mil pessoas já passaram pelas vivências.

*Com informações do O Globo

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