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Denúncia

Mãe denuncia outro estupro coletivo que teria sido praticado pelos mesmos suspeitos no RJ

Mãe relata abuso ocorrido em 2023; Justiça já tornou quatro jovens réus por crime registrado em janeiro
Redação
03/03/2026 | 14:41

Uma nova denúncia de estupro foi registrada na polícia contra alguns dos mesmos acusados de violentar sexualmente uma adolescente de 17 anos em janeiro deste ano, em um prédio de Copacabana, na Rio de Janeiro. O registro foi feito pela mãe de outra adolescente, que relatou abuso supostamente cometido em 2023, quando a vítima tinha 14 anos.

O relato foi apresentado na 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana e aponta que três dos cinco envolvidos no caso de janeiro também teriam cometido crime semelhante há três anos, utilizando a mesma forma de atrair a vítima para um apartamento, onde ela teria sido surpreendida pelos demais agressores. Não foram divulgados os nomes dos três suspeitos citados na ocorrência mais antiga.

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Caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana e tramita sob sigilo - Foto: Divulgação

No caso ocorrido em janeiro deste ano, a delegacia indiciou quatro jovens sob suspeita de estupro em um apartamento de Copacabana. Um adolescente de 17 anos também é suspeito de envolvimento e deve responder separadamente conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Matheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, foi preso na manhã desta terça-feira 3 após se entregar à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Ele era procurado desde a semana passada e chegou à 12ª DP por volta das 11h, acompanhado de advogado.

Outros três acusados — Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 — são considerados foragidos.

Na sexta-feira (27), a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e tornou os jovens réus pelo crime de estupro qualificado, pela vítima ser menor, com aumento de pena pelo concurso de pessoas, quando o crime é praticado por dois ou mais agressores.

Nesses casos, a lei determina o aumento da pena final em um quarto. O Código Penal Brasileiro estabelece que todos os que participaram do crime respondem na medida de sua culpabilidade, podendo haver agravamento adicional para quem organiza, dirige ou promove a cooperação entre os agentes. A pena prevista é de reclusão de oito a 12 anos em caso de condenação.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações e sustenta que mensagens de texto provam que a jovem “sabia da presença prévia dos outros rapazes” no local. A defesa afirma ainda que a vítima teria consentido inicialmente com a presença deles no quarto durante o encontro íntimo com o amigo.

O processo tramita sob sigilo.