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Política

Lula reúne equipe e testa nova estratégia na articulação política

Após reunião, ministro da articulação minimizou derrotas sofridas e disse que o governo “não se surpreendeu” com nenhum revés
Redação
04/06/2024 | 08:28

O presidente Lula (PT) realizou na manhã desta segunda-feira 3 uma reunião da articulação política, no âmbito da nova estratégia traçada após a grande derrota sofrida na semana passada no Congresso Nacional.

Lula decidiu na ocasião reunir semanalmente seus ministros da ala política e representantes do Ministério da Fazenda, retomando uma rotina que já mantinha em seus primeiros mandatos.

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Ministro Alexandre Padilha ao lado dos líderes Randolfe Rodrigues (Congresso) e José Guimarães (Câmara) - Foto: Reprodução

As reuniões semanais com a ala política, a Casa Civil e a Fazenda foram decididas em um primeiro encontro com líderes na semana passada, como parte da estratégia para melhorar a articulação. Naquela ocasião, o petista e seus aliados fizeram o diagnóstico de que o governo não tem base para conseguir vitórias na chamada pauta de costumes defendida pelo bolsonarismo.

No encontro, houve a leitura de que o governo tem conseguido vitórias importantes em pautas ligadas à economia, mas que deve evitar se envolver em projetos ligados a valores.

Na terça-feira 28, o Congresso Nacional impôs uma derrota acachapante ao governo, derrubando vetos importantes para a base petista e a esquerda.

Três pautas de cunho ideológico marcaram a sessão com revezes ao governo: o fim das saidinhas de presos, um pacote de costumes incluído por bolsonaristas na prévia do orçamento e o veto de Jair

Bolsonaro (PL) ao dispositivo que criminalizava “comunicação enganosa em massa”.

Após a reunião com Lula, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, minimizou as derrotas sofridas pelo Palácio do Planalto nos últimos dias no Congresso Nacional e disse que o governo “não se surpreendeu” com nenhum revés.

“Nada do que aconteceu no Congresso Nacional surpreendeu os articuladores políticos do governo”, afirmou Padilha.

Segundo ele, o governo tem “noção” da realidade conservadora do Parlamento e, por isso, tem buscado atuar na aprovação de projetos voltados às áreas econômicas e sociais.

“O governo sempre foi muito realista. Desde o ano passado, o que nós sempre apresentamos ao Congresso Nacional é uma pauta centrada no avanço econômico e social. Nós temos noção da realidade do perfil do Congresso Nacional, que espelha o que foi o pensamento do Brasil no dia das eleições”, completou o ministro.

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