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Vendas
Lojas de Natal prometem descontos de até 50% na Black Friday
Comércio da capital potiguar conseguiu repor estoques e pretende colocar descontos reais entre 20% a 50%; eletrodomésticos e produtos eletrônicos estão prioridade dos consumidores
Redação
27/11/2020 | 07:42

Num ano atípico, de lojas mais vazias por causa dos protocolos sanitários, 63% dos lojistas de Natal esperam algum respiro depois de meses de inatividade, seja nas vendas físicas ou feitas vitualmente em sites ou pelo WhatsApp.

A sondagem foi feita pela Câmara de Diretores Lojistas de Natal especialmente para o Black Friday, que acontece oficialmente nesta sexta, 27, mas deve se estender por toda a semana seguinte em muitos estabelecimentos.

Segundo a pesquisa, embora preocupados, os lojistas ainda acreditam que a data criada nos EUA em 1990 e importada para o Brasil, traga algum oxigênio para o caixa das empresas. Tanto que a maioria conseguiu repor os estoques e pretende colocar descontos reais entre 20% a 50%, aproveitando a motivação dos consumidores.

“Esse ano a venda online está ainda mais forte, devido a pandemia, o que não deixou de ser bom, já que muitos lojistas locais tiveram que aprender a trabalhar nesse tipo de venda, ajudando a reforçar os resultados das vendas físicas”, afirma José Cordeiro de Lucena Neto, presidente da CDL-Natal.

A pesquisa revela ainda que os produtos mais procurados serão as roupas (42%), os calçados (31%), os smartphones (22%), os eletrodomésticos (22%) e eletrônicos (20%).

De acordo com o levantamento, as lojas online representam 83% do interesse do consumidor na hora de comprar, sobretudo nos sites/aplicativos de varejistas nacionais (57%) e nos sites/aplicativos de compra e venda de produtos novos e usados (33%).

Apesar do destaque no meio online, uma parcela considerável dos entrevistados afirma que vai comprar em lojas físicas (47%), especialmente nos shoppings centers (29%) e nas lojas de rua (23%).

Segundo o presidente da Associação dos Empresários do Alecrim (Aeba), Matheus Feitosa, pelo menos 10% das 3.500 lojas varejistas do bairro popular de compras já aderiram ao Black Friday deste ano e correram para reforçar seus estoques.

Isso não significa que um número bem superior de pontos comerciais não vá embarcar na onda, já que não existe um número preciso e a cada hora novos lojistas se juntem à ação na CDL.

“A nossa expectativa é de 100 mil pessoas circulando a partir desta sexta- -feira, até o sábado da semana seguinte, pelas ruas do Alecrim, apesar da pandemia”, estima Feitosa.

Ele assegura que todas as lojas físicas, ancoradas pelos maiores estabelecimentos vinculados à grandes redes nacionais, cumprirão os protocolos de higiene e de distanciamento social à risca.

E que as vendas virtuais, especialmente por WhatsApp, devem puxar o resultado financeiro de muitos lojistas.

“Pelo menos, a pandemia trouxe esse ponto positivo, de estimular os comerciantes a prestarem mais atenção a suas plataformas digitais, que este ano poderão salvar muitos negócios”, observa Feitosa.

Este ano, por causa da pandemia, os consumidores estão mais cautelosos não só por conta da doença, mas pelo medo de um aprofundamento da recessão no ano que vem, caso a ajuda emergencial do governo realmente seja suspensa.

Mesmo assim, um bom número de comerciantes de Natal considera que, apesar de não poder subestimar a propagação do novo coronavírus, é melhor ganhar o que for possível, aproveitando a motivação pública para a data.

“Não é o melhor dos mundos, mas é o mundo possível”, eles afirmam.

GASTO DE R$ 600

Uma pesquisa feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio), através do Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DEES), indica que natalenses e mossoroenses pretendem gastar mais de R$ 600 na Black Friday.

Na capital potiguar, 56,8% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday deste ano, uma queda de 3 pontos percentuais em relação ao ano passado (59,8%). Os 43,2% dos natalenses que não irão às compras apontam como motivos a falta de dinheiro (34,4%); não gostar da data (23,5%); o desemprego (8,9%); as contas ou dívidas em atraso (8,1%); e a pandemia (6,5%) como motivos para não gastarem.

A pesquisa mostra que 44% dos consumidores estão pensando em aproveitar a data para antecipar as compras de Natal. Para aqueles que vão às compras, os produtos mais desejados são eletrodomésticos (33,6%); eletrônicos (21,1%); celulares/smartphones/tablets (20,3%); roupas (14,8%); móveis e decoração (13,3%).

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