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Crime

Líder de facção no RN é condenado a 34 anos por lavagem de dinheiro

Alan Bigodinho tem histórico criminal desde 2013, com condenações anteriores por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e integração a organização criminosa
Redação
30/05/2025 | 09:48

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve uma nova condenação contra Alan Marcos Zico Fonseca da Silva, conhecido como Alan Bigodinho, apontado como uma das principais lideranças do Sindicato do Crime do RN, uma organização criminosa que atua no estado. A decisão judicial foi proferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim) e resultou em pena de 34 anos e 10 dias de reclusão, além de 90 dias-multa, por lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, Alan Bigodinho utilizava contas bancárias de sua empresa e de familiares para movimentar valores e ocultar a origem ilícita dos recursos. A mãe, a irmã e a ex-companheira dele — Maria de Fátima Gomes Trajano, Francisca Francinete Lima da Fonseca e Jessica Kaline Gomes Trajano — também foram condenadas no processo.

Líder de facção no RN é condenado a 34 anos por lavagem de dinheiro - Foto: Reprodução
Líder de facção no RN é condenado a 34 anos por lavagem de dinheiro - Foto: Reprodução

A movimentação financeira identificada pelo MPRN entre os anos de 2013 e 2021 ultrapassou R$ 5 milhões, valor considerado incompatível com a receita declarada por Alan. Apenas entre 2019 e 2021, foram registrados R$ 364 mil em transações bancárias envolvendo suas contas e a da empresa, com a maior parte dos recursos sem origem identificada.

Alan Bigodinho tem histórico criminal desde 2013, com condenações anteriores por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e integração a organização criminosa. Considerado de alta periculosidade, ele era tido como “conselheiro” da facção e chegou a integrar a lista de criminosos mais procurados do Rio Grande do Norte.

O réu estava foragido desde 2022, quando cumpria pena em regime semiaberto. Foi preso em janeiro deste ano em um resort de luxo em Porto de Galinhas, Pernambuco. Desde então, permanece custodiado à disposição da Justiça.