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Trajetória
Lenny Kravitz lança biografia sobre seus primeiros anos na música
Vida de Kravitz desde o início é repleta de revelações. A primeira é quando ele viu os Jackson Five no Madison Square Garden. Depois, um concerto de James Brown, que diz ter sido “meu segundo momento de mudança na vida”
The New York Times
29/09/2020 | 13:26

Em Let Love Rule, seu livro de memórias, Lenny Kravitz relata os primeiros 25 anos da sua vida que culminaram com o lançamento do seu álbum de estreia em 1989. A história que ele narra não é sobre uma estrela (que se tornou depois, afirma), mas sobre as influências que inspiraram seu híbrido musical de soul e rock clássico.

Kravitz começou sua carreira numa época em que o hip-hop e a dance-pop estavam em alta. Durante anos, à medida que o rap e a música eletrônica ficaram mais em voga, ele observou como os ideais de paz e amor dos hippies vinham atraindo aqueles que riam disto e começaram a parecer menos absurdos. Kravitz vendeu mais de 40 milhões de álbuns em todo o mundo e apesar de tocar música retrô lançou seu álbum Top 40, incluindo uma música que era um tributo a Lenny, It Ain’t Over til it’s Over e Fly Way, uma mistura de funk e rock. De 1999 a 2002, Kravitz conquistou quatro Grammys consecutivos.

“Ele é a personificação da calma”, disse o ator Jason Momoa, ator de Aquaman e de Game of Thrones. Momoa tem uma relação com a ex-mulher de Kravitz desde 2005, e todos se tornaram uma família reunida e ampliada. “É triste como algumas famílias não se dão bem”, disse Momoa. “Ele é super tranquilo, tem muito amor. Quando estou com ele sinto-me especial”.

A vida de Kravitz desde o início é repleta de revelações. A primeira é quando ele viu os Jackson Five no Madison Square Garden. Depois, um concerto de James Brown, que diz ter sido “meu segundo momento de mudança na vida”. Quando tinha 11 anos, sua mãe foi selecionada para um dos papeis principais na série The Jeffersons, uma novela interracial que mudou parâmetros, e a família mudou-se para Santa Mônica, Califórnia, onde rapidamente ele descobre Led Zeppelin, skates e maconha. A ópera Tosca. E, no mesmo nível de importância de Led Zepellin, Prince. “Quando vi Prince eu me vi”, ele escreve.

Ao lado desta série de monumentos musicais, ele desenvolve uma estreita relação com a mãe, a atriz Roxie Roker, “uma encantadora mulher caribenha americana” que conhecia todos os intelectuais e artistas pretos dos anos 1970, e um relacionamento difícil com um pai recriminador, o produtor de TV, Sy Kravitz, “um judeu seguro de si” cujos pais se recusaram a assistir ao seu casamento com Roxie.

“Sou profundamente dividido. “Preto e branco, judeu e cristão. Um nativo de Manhattan e Brooklyn”. Ele encontrou Bonet, estrela do The Cosby Show nos bastidores de um concerto. Como Kravitz, ela é filha de um casal mestiço. “Era como se ela fosse uma versão de mim”, escreveu. Ela pagou para ele gravar os demos que no fim levaram a um acordo com uma gravadora depois de ele passar anos rejeitando contratos que exigissem que mudasse seu estilo de música. E no fim de 1988 o casal teve uma filha, Zoë Kravitz, hoje uma atriz cujos papéis incluem uma série sobre uma fã obcecada de música, chamado High Fidelity.

Kravitz, de 56 anos, estava em sua casa nas Bahamas há seis meses quando conversamos no fim de agosto. Ele é um andarilho, portanto permanecer num único lugar por tanto tempo “é uma experiência nova”, disse. Numa entrevista pelo Zoom, usando jeans e uma camiseta do Talking Heads, ele falou sobre seu livro, se continua defensor da não violência, e a coisa “terrível” que seu pai fez certa vez.

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