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Análise
Lançamento de Jean Paul mostra alternativa além de Álvaro, diz especialista
Para Antônio Spinelli, posição favorável de Álvaro poderá ser alterada a partir de agora, o que dependerá bastante do debate em torno da pandemia do novo coronavírus
Redação
04/08/2020 | 22:14

O professor Antonio Spinelli, especialista em eleições e política, avalia que o lançamento oficial da pré-candidatura do senador Jean Paul Prates (PT) para prefeito de Natal mostra que existe alternativa além do atual prefeito da capital potiguar, Álvaro Dias (PSDB), que vai concorrer à reeleição.

“Talvez a lançamento da candidatura de Jean Paul tenha essa vantagem inicial de mostrar que existe alternativa, concorrente. É preciso esperar, dar um pouco de tempo, para ver se essa posição desfrutada pelo prefeito nas pesquisas até agora divulgadas é consistente, se vai se manter, ou não”, disse Spinelli, em entrevista ao jornal Agora RN.

Na concepção de Spinelli, a posição de Álvaro poderá ser alterada a partir de agora, o que dependerá bastante do debate em torno da pandemia do novo coronavírus, que, na avaliação dele, deverá pautar as eleições deste ano. “Vai depender muito do debate da pandemia. Acho que a questão da pandemia vai ser central nessas eleições, e é claro que o cenário nacional, a disputa entre bolsonaristas e oposicionistas, também terá influência”, observa.

Pandemia

Segundo Spinelli, a eleição em Natal deverá ser polarizada em torno dos discursos de Álvaro Dias e da governadora Fátima Bezerra sobre a pandemia. Para ele, os dois tiveram acertos e erros. “Acho que a governadora acertou mais, e o prefeito me parece que tem estratégia de comunicação que de alguma maneira não deixa a descoberto os erros que ele comete. Não sei se essa estratégia de comunicação, que tem sido eficiente até agora, vai se sustentar num debate aberto, numa eleição para valer”.

Ainda sobre o desempenho de Fátima na pandemia, Spinelli opina que, no geral, a governadora conduziu bem. “O prefeito, não vi quais ações ele desenvolveu efetivamente. Acho que a eficácia dele é mais no campo da comunicação”, opina.

O senador Jean Paul Prates, pré-candidato do PT a prefeito de Natal, afirmou nesta terça-feira (4) que o Ministério Público do Rio Grande do Norte precisa esclarecer os reais motivos de ter elaborado uma espécie de dossiê com dados de integrantes do movimento “Policiais Antifascismo”.

A elaboração do documento foi revelada pelo colunista Rubens Valente, do portal UOL. Em nota, o promotor de Justiça responsável, Wendell Beetoven Ribeiro Agra, afirmou que seu objetivo não era político. “O que o Ministério Público, enquanto órgão controlador da atividade policial, não pode aceitar é a falta de neutralidade político-partidária das polícias”, afirmou o promotor.

Para Jean Paul, “as justificativas apresentadas até agora sobre a arapongagem (…) não se sustentam”.

Segundo reportagem de Rubens Valente, o Ministério Público do Rio Grande do Norte produziu um relatório de 65 páginas com nomes, dados pessoais, fotografias e publicações em redes sociais de um grupo de 23 servidores da área de segurança pública do movimento “Policiais Antifascismo” do Estado.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) potiguar listou 20 policiais militares, dois policiais civis e um bombeiro com fotografias, dados pessoais e publicações em redes sociais. O relatório foi produzido a pedido de Wendell Beetoven, promotor de Justiça que apura medidas tomadas pela polícia para cumprir decreto de distanciamento social. Líderes do movimento “Policiais Antifascismo” dizem que investigação “não tem justa causa” e negam afirmações do MP sobre politização.

Para Jean Paul, o Brasil já sente na pele os efeitos da politização de órgãos de controle, como o MP. “Essa investigação dos policiais antifascistas é mais uma aberração decorrente dessa prática. Estranho que um promotor veja risco quando cidadãos se manifestam contra atos que atentam contra o isolamento social em plena pandemia. (…) Para o promotor, fazer carreata contra o isolamento social é ‘direito constitucional de livre manifestação’. Já criticar as carreatas e apoiar medidas de isolamento social são motivos de investigação”, condenou.

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