A influenciadora Kamylinha, de 17 anos, afirmou neste domingo 17 que não foi vítima de exploração por parte do youtuber Hytalo Santos, preso na última sexta-feira 15 em Carapicuíba (SP) sob acusação de exploração infantil e tráfico de pessoas. A mãe da adolescente também disse não ter visto irregularidades nos conteúdos gravados.
“Eu sempre gostei de dança, sempre gostei de dançar. Então, eu postava vídeos dançando. Nunca teve esse negócio de exploração. Nunca teve. Eu sou assim, eu gosto de dançar. Eu gosto de viver a minha vida. Eu só queria viver a minha vida em paz com ele, só”, disse Kamylinha ao Domingo Espetacular, da Record.

A adolescente relatou que conheceu Hytalo em Cajazeiras e começou a gravar vídeos ao lado dele. “Eu dançava, lá em Cajazeiras. E aí eu conheci ele. Comecei a dançar, gravar vídeo. E aí minha vida foi mudando. Fui tendo mais amor, carinho. No momento que eu mais precisei, ele estava do meu lado. E agora eu tô precisando muito dele e ele não está do meu lado. Isso que me machuca”, afirmou.
Sobre as roupas usadas nos vídeos, apontadas pelo Ministério Público da Paraíba como reforço ao teor sexual das postagens, Kamylinha disse que eram comuns entre adolescentes. “Eu dançava assim no meio da rua com todo mundo, com as minhas amigas. Todo mundo usava roupa normal assim. Pra mim, é normal”, declarou.
A jovem também relatou episódios de violência praticados pelo pai biológico. “Eu sofri muito na minha infância com ele dentro de casa. Ele chegava em casa bêbado, batia na minha mãe, batia em mim também. Quando eu conheci o Hytalo, ele fez: ‘Você não precisa disso. Eu vou ser o seu pai’”, contou.
A mãe de Kamylinha defendeu o influenciador e afirmou que acompanhava a filha nas gravações. “Vendi minha casa, larguei meu emprego e fui viver minha vida com ela, realizar o sonho dela. E eu nunca vi nada demais. Não concordo com nada sobre isso, nada. Como é que ela tá sendo adultizada se ela teve infância? Eu quero saber qual foi a ilegalidade dentro da minha casa”, disse.