A mãe da universitária Zaira Cruz, Ozanete Cruz, afirmou que se sente aliviada após a expulsão do ex-policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Condenado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de estupro e homicídio da jovem durante o Carnaval de 2019, ele foi desligado da corporação por decisão administrativa publicada no Boletim Geral da PM.
Em entrevista, Ozanete disse que a família aguardava há anos por esse momento e classificou a decisão como mais um passo para que a Justiça seja plenamente cumprida.
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“Demorou muito para se fazer justiça. Minha filha foi estuprada, estrangulada e assassinada por Pedro Inácio. Após a condenação, a gente ainda se sentiu injustiçada porque ele foi para o regime semiaberto ganhando mais de R$ 10 mil. Hoje amanheci muito grata a Deus por essa conquista”, afirmou.
Segundo ela, a expulsão representa uma forma de honrar a memória da filha.
“Hoje eu me sinto como se tivesse honrado a minha filha por duas vezes. Minha filha merece descansar nos braços de Deus. Não estou feliz, mas aliviada, porque a Justiça está sendo feita.”
A mãe de Zaira também criticou o período em que Pedro Inácio permaneceu vinculado à corporação, recebendo promoções e aumento salarial mesmo respondendo ao processo.
“Essa é a colheita dele. Ele ainda tem muito o que colher, porque o plantio dele foi muito grande.”
Expulsão da PM
A expulsão de Pedro Inácio foi publicada no Boletim Geral nº 128 da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. O documento aponta que a condenação criminal caracteriza infração aos deveres do policial militar e fere o decoro da classe.
Em dezembro de 2025, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri pelos crimes de estupro e homicídio de Zaira Cruz. Apesar da condenação, ele responde ao processo em liberdade após obter progressão de regime. A defesa ainda pode recorrer tanto da condenação quanto da decisão administrativa que determinou sua exclusão da corporação.