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Declaração
Isolamento é “conversinha mole” e coisa “para os fracos”, diz Bolsonaro
Presidente abordou o assunto durante o evento em Sorriso (MT), ao elogiar produtores rurais por terem continuado a trabalhar em meio à crise sanitária
Redação
18/09/2020 | 15:15

Enquanto o número de mortes pelo novo coronavírus no país se aproxima de 135 mil, o presidente Jair Bolsonaro comentou nesta sexta-feira 18 que o Brasil não pode “se acovardar” diante da Covid-19. Ele também reclamou das políticas de isolamento social, dizendo que “isso é para os fracos” e que ficar em casa é uma “conversinha mole”.

Bolsonaro abordou o assunto durante o evento em Sorriso (MT) nesta tarde, ao elogiar produtores rurais por terem continuado a trabalhar em meio à crise sanitária. “Vocês não pararam durante uma pandemia. Vocês não entraram na conversinha mole de ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’. Isso é para os fracos ”, comentou o presidente.

O chefe do Executivo ainda falou que “o vírus era uma realidade e tínhamos que enfrentará-lo”. “Nada de se acovardar perante aquilo que nós não podemos fugir dele”, afirmou.

Alta dos alimentos

Ele agradeceu aos produtores por terem garantido segurança alimentar para os brasileiros em meio à crise, mas não fez menção à recente alta no preço da comida. “Vocês estão de parabéns, vocês são o nosso orgulho. Venc Vocêseram este obstáculo. O Brasil confia e precisa muito mais de vocês. ”

“Essa região, esse estado, agiu dessa maneira (não ficando em casa). O agronegócio, em grande parte, evitou que o Brasil entrasse no colapso econômico. Nos deu segurança alimentar. Não só a 210 milhões de brasileiros, bem como a mais de 1 bilhão de outras pessoas que vivem ao redor desse enorme mundo ”, acrescentou Bolsonaro.

Aumentou preço do ovo também, é a lei da oferta e da procura, diz Bolsonaro

Ao comentar o aumento do preço do arroz com apoiadores no Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira 16, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o preço do ovo também aumentou, mas que isso faz parte das regras de mercado.

“Aumentou o preço do ovo também. É a lei da oferta e da procura. É igual o arroz”, disse Bolsonaro ao deixar a residência oficial.

De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da USP, a caixa com 30 dúzias de ovos vermelhos, que saía a R$ 101,83 em 28 de agosto, subiu para R$ 105,40 em 4 de setembro e para R$ 105,79 em 11 de setembro. Em abril, chegou a R$ 137,87.

O ovo branco, nas mesmas datas foi de R$ 81,61 para R$ 87,30 e chegou a R$ 87,47. Em abril, o valor chegou a R$ 116,85.

Proteína barata, de fácil preparo e durável, o ovo é usado por famílias de baixa renda como substituto de carnes mais caras.

O arroz teve aumento no preço

Já o arroz, que se tornou o vilão dos supermercados, subiu, segundo o presidente por causa do aumento do consumo gerado pelo auxílio emergencial de R$ 600 e à alta do dólar, o que favoreceu as exportações.

Uma das providências tomadas para tentar segurar o preço do alimento foi o anúncio da compra de 400 mil toneladas de arroz do exterior sem o imposto de importação.

O presidente, no entanto, previu a normalização dos preços do produto apenas para o fim do ano. “A partir do final de dezembro começa uma colheita grande de arroz, aí normaliza o preço. Eu não posso é começar a interferir no mercado. Se interferir, o material some da prateleira, isso que é pior”, disse Bolsonaro aos apoiadores.

Em Natal, arroz deve subir 40% em outubro quando acabar o estoque do varejo

Apertem os cintos. Até o mês que vem, quando os estoques de arroz dos maiores supermercados de Natal tiverem terminado, o pacotinho de 1 kg deve subir para R$ 5,50, um aumento de 40% em relação ao que se pode encontrar ainda hoje, em torno de R$ 4,50, no valor mais em conta.

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