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Home Center Ferreira Costa entra na disputa pelo mercado de Natal

Com 137 anos de fundação, a rede pernambucana com oito lojas espalhadas pelo Nordeste tem um princípio simples e agressivo de operação: dispor de 80 mil itens de produtos e um depósito maior que a loja para dar conta de entregas expressas em até duas horas
Redação
15/12/2021 | 08:31

Primeiro é alimentação; depois, a moradia. Sempre foram estas as grandes prioridades da população e que animam os investimentos nos setores de supermercados e atacarejos e home centers, aquelas mega lojas que concentram desde material de construção até acabamento e decoração.

Com a pandemia e o isolamento social da classe média esses dois setores se expandiram ainda mais e o resultado é a abertura em Natal, ainda esta semana, da Ferreira Costa, a quinta maior varejista do segmento de material de construção do Brasil no ranking da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Home center ferreira costa entra na disputa pelo mercado de Natal RN
Home Center Ferreira Costa entra na disputa pelo mercado de Natal. Foto: José Aldenir/Agora RN

Com 137 anos de fundação, a rede pernambucana com oito lojas espalhadas pelo Nordeste tem um princípio simples e agressivo de operação: com quase 80 mil itens à disposição em 10 mil m² onde antigamente funcionava o Hiper Bompreço de Ponta Negra, ao lado do Shopping Cidade Jardim, a empresa construiu uma área de estocagem de produtos em dois níveis de 14 mil m².

“Não é um Centro de Distribuição”, faz questão de explicar Conrado Ferreira Costa, diretor comercial e de marketing da empresa, da quinta geração dos fundadores. “É apenas para suprir a loja e as vendas pela internet”, acrescenta.

Para deixar tudo pronto para o público esta semana, a Ferreira Costa investiu R$ 80 milhões e abriu 500 novos postos de trabalho exclusivamente para o home Center – sem falar nos demais empregos a serem gerados pelos parceiros com contratos para lojas no mall.

Conrado lembra que a empresa já tinha interesse em Natal desde o começo da década e chegou a comprar uma grande área no bairro de Neópolis por ocasião do fechamento da Alpargatas.

Mas a crise de 2015, a mesma que paralisou o mercado imobiliário, retardou o investimento, até a venda do Hiper Bom Preço para o Grupo BIG disponibilizar a loja de Ponta Negra, que apareceu como a melhor opção para Ferreira Costa, que agora está se desfazendo do terreno adquirido anos antes.

Um ano e meio depois de um caro processo de reforma e construção, que esta semana ainda dava os últimos retoques, o grupo entra oficialmente na briga, num segmento que tem 120 home centers no Brasil.

“Pode parecer muito, mas é insignificante se comparado ao mercado norte-americano de home centers com quatro mil pontos’’, diz Guilherme Costa, superintendente do grupo, pertencente à quarta geração da família. Os EUA têm uma diferença de apenas 100 milhões de habitantes a mais do que o Brasil.

Com 1 milhão de seguidores nas principais redes sociais, 80% composto de mulheres, a solução pragmática da Ferreira Costa é atender diferentes públicos com pronta entrega seja na loja ou no e-commerce ou entrega expressa em até duas horas.

Agregou ainda cesta de mais de 23 serviços, que inclui desde vendas por atacado, lista de casamento, serviço de bordado, vendas para empresas, praça de alimentação, entre outros.

“Com a pandemia e o isolamento social, muita gente começou a olhar a casa de uma maneira diferente e as mulheres principalmente são um público que nos interessa a partir da grande influência que exerce na hora de construir, reformar ou decorar”, lembra Guilherme.

Home center ferreira costa entra na disputa pelo mercado de Natal RN
Diretor Conrado Ferreira Costa revelou que empresa já tinha interesse em Natal desde o começo da década. Foto: José Aldenir/Agora RN

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