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Eleições 2026

Haddad descarta candidatura em 2026 e sinaliza possível saída do governo

Ministro da Fazenda afirma que já comunicou Lula sobre decisão e relata conversas sobre sua saída do governo
Redação
19/01/2026 | 12:58

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que não pretende disputar nenhum cargo nas eleições de 2026. Segundo ele, o momento é de se afastar do calendário eleitoral e dedicar tempo à discussão de um projeto de país com foco no cenário internacional.

Em entrevista ao portal UOL, Haddad revelou que já tratou do assunto diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que as conversas sobre sua eventual saída do governo tiveram início na semana passada. “Disse a Lula, em todas as ocasiões, que não iria me candidatar em 2026, a todos os cargos. Tenho relação pessoal com Lula, o presidente convive com a minha família. Eu tenho ouvido o presidente. Começamos a conversar sobre a minha saída do governo na semana passada e levei as minhas considerações a ele”, afirmou.

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Fernando Haddad, ministro da Fazenda, durante agenda oficial em Brasília Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Como já havia sido mostrado pela CNN Brasil, Lula tentou convencer Haddad a disputar novamente o governo de São Paulo. Em 2022, o ministro foi derrotado no segundo turno pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com analistas ouvidos pela emissora, o presidente busca um palanque forte no maior colégio eleitoral do país, mas aliados avaliam que pesa contra Haddad a possibilidade de uma nova derrota, já que Tarcísio aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.

O ministro reforçou que não está pensando em cargos eletivos. “Não estou pensando em cargos políticos. Quero um tempo para discutir um projeto de país no cenário internacional”, declarou.

Haddad também fez uma análise do contexto político atual, classificando o momento como de avanço da extrema-direita. Para ele, cenários de radicalização tendem a gerar instabilidade e abrir espaço para candidaturas improváveis. “Todo extremo gera instabilidade. Isso gera esperança em candidatos menos prováveis. Se Bolsonaro chegou à presidência, qualquer candidato será habilitado para ser ‘imperador do Brasil’. As esperanças de pessoas que não eram ouvidas passam a ser consideradas em uma alternativa”, avaliou.