BUSCAR
BUSCAR
Contrato

Governo nega conhecimento prévio de contrato de Lewandowski com Banco Master

Governo afirma que vínculo foi encerrado antes da posse e relaciona contrato à saída do ex-ministro da Justiça
Redação
27/01/2026 | 16:55

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negaram à CNN que tinham conhecimento prévio sobre o contrato firmado pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Nos bastidores, ministros do Palácio do Planalto buscam reduzir os efeitos do episódio após a divulgação de que o escritório de Lewandowski prestou consultoria ao banco enquanto ele ainda estava no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A CNN apurou que a existência de um contrato com o Banco Master é apontada por integrantes do governo como um dos motivos que aceleraram o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça. Ele deixou o cargo no último dia 10 de janeiro.

Ricardo Lewandowski Lula Marques/Agência Brasil
Ricardo Lewandowski deixou o Ministério da Justiça no dia 10 de janeiro - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a repercussão do caso, Lewandowski divulgou nota em que confirma que prestou serviços ao banco, mas não detalhou o período do contrato. No Planalto, ministros afirmam que Lula não teve conhecimento do vínculo no momento da nomeação de Lewandowski e sustentam que não há conflito de interesse, sob o argumento de que o contrato teria sido encerrado antes da posse no Ministério da Justiça.

Em meio aos desdobramentos, Lula se reuniu fora da agenda com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo apuração da CNN, o presidente ouviu o empresário, mas informou que qualquer assunto relacionado ao banco deveria ser tratado pelo Banco Central, sem participação do Planalto.

Ainda de acordo com a CNN, Lula também se reuniu em dezembro do ano passado com o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, responsável pela investigação envolvendo o Banco Master. O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ocorreu durante o andamento do caso na Justiça.

Apesar da repercussão política, ministros avaliam que o governo não deve adotar uma postura defensiva. Segundo interlocutores, a orientação de Lula é reafirmar a independência da Polícia Federal e do Banco Central e sustentar que não há irregularidade na conduta de integrantes do governo enquanto as apurações continuam.