O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes, após as novas medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em pronunciamento inflamando, Gonçalves acusou o STF de ser um “escritório de advocacia da extrema esquerda” e afirmou que “não há mais democracia no Brasil”.
“PT e STF, o consórcio do mal. O PT entra com o pedido no gabinete, no escritório de advocacia da extrema-esquerda, o que se tornou, infelizmente, o STF. Uma Corte que era para guardar, zelar pela Constituição Federal. Infelizmente, são aqueles que mais têm atacado”, afirmou o deputado, em publicação nas redes sociais.
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Chamando Alexandre de Moraes de “ditador de plantão”, Gonçalves disse que o ministro age de forma “covarde” e “arbitrária” ao determinar medidas como o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro. “Sabe em quem mandou colocar tornozeleira eletrônica? Em algum traficante? Em algum bandido? Não. O ministro Alexandre de Moraes mandou colocar tornozeleira eletrônica no presidente Jair Bolsonaro.”, criticou.
O parlamentar classificou as ações do STF como parte de um “regime ditatorial” já instalado no Brasil e acusou Moraes de violar direitos e liberdades individuais por interesse político. “Todos sabem a ânsia que esse sistema corrupto tem de matar o presidente Bolsonaro. Eles não querem prender não, eles querem matar o presidente. Mas como eu disse, não matam a ideia. A ideia está plantada no coração do povo brasileiro”, afirmou Gonçalves.
Sargento Gonçalves também direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem acusou de “covardia” por não pautar pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. “Deus não te colocou nessa cadeira para ser covarde. Não permita que esse ministro roube a liberdade do povo brasileiro”, cobrou.
O deputado fez apelos ao Congresso e à população para que se mobilizem contra o que chama de “usurpação dos Poderes” por parte do Supremo. “O STF rasga decisões do Congresso com uma canetada. Isso é inadmissível. Não podemos aceitar como normal um ministro derrubar sozinho a decisão de 513 deputados e 81 senadores”, disse.
Em tom alarmista, Gonçalves sugeriu que o Brasil caminha para se transformar em uma nova Venezuela e disse que “não irá se calar nem se render”. Ele convocou a população a “não se acovardar” e “ir às ruas, pacificamente”, para defender a Constituição e a liberdade.
“Ninguém nasceu de seis meses para ter medo de ministro do STF não. Não iremos nos acovardar. Podem fazer o que for. Igualmente tem outros milhares, milhões de brasileiros dispostos a denunciar, a enfrentar, a cobrar a nossa liberdade, democracia, estado democrático de direito, a Constituição de 1988”, destacou.
“Inimigos da Constituição são inimigos da Pátria, traidores da Constituição são traidores da Pátria. Se tem alguém que está traindo a Constituição brasileira, que está traindo o povo brasileiro, está traindo a nossa nação, infelizmente são aqueles que têm uma obrigação legal, constitucional, de zelar por ela, que são infelizmente os ministros do STF, alguns por ação, outros por omissão”, destacou.