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Filme “Os Últimos Românticos do Mundo” mostra distopia sobre o amor
Lançamento da produção acontecerá na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG); potiguar Sylara Silverio assina montagem e finalização
Felipe Salustino
07/01/2020 | 14:53

O jornalista pernambucano Henrique Arruda lançará, no dia 29 de janeiro, o curta-metragem “Os Últimos Românticos do Mundo”, do qual é diretor e roteirista. O lançamento da produção acontecerá na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG), às 16h30. A potiguar Sylara Silverio assina a montagem e finalização da película.

O filme é uma fábula distópica, apelidada por Henrique de “queer-fi” – uma ficção científica LGBT – ambientada em 2050, quando uma nuvem rosa destrói o mundo. Assim, o casal protagonista da história – Pedro (Carlos Eduardo Ferraz) e Miguel (Mateus Maia) – resolve fugir do caos urbano para buscar na estrada uma fuga da realidade. Apesar de se passar no futuro, o roteirista revela ter ido buscar inspiração na década de 1980.

“Esse filme é meu projeto mais pessoal e antigo até aqui. Já são cinco anos tentando tirar a história do papel. Talvez tenha sido o segundo ou terceiro roteiro que escrevi na vida”, afirma. “Desde então, a história mudou muito até mergulhar totalmente nos anos de 1980 e em todos os clássicos de aventura e ficção científica dessa época”, acrescenta o roteirista.

Empolgado com o lançamento, Henrique destaca a parceria com os colegas de equipe como um fator primordial para o bom resultado da película. “Eu tive a melhor equipe do mundo e sou muito grato ao afeto de todos pelo projeto. Esse carinho é visível na tela. Quanto mais assisto mais me orgulho do trabalho de cada um que construiu esse ‘fim de mundo cor de rosa’ comigo”, descreve.

Consciente do atual momento pelo qual passa o cinema brasileiro, Henrique declara que as atuais medidas adotadas pelo Governo em relação ao mercado cinematográfico, aumentam a vontade de seguir em frente.  “Não é a primeira vez que tentam nos silenciar nem será a última. É sobre isso que esse filme fala: ‘seguir em frente, mesmo que o que esteja a frente seja o fim do mundo’”, filosofa.

“O cinema independente brasileiro vive uma de suas melhores fases, e é absurdamente lindo o que estamos vendo nos festivais e mostras por aí: resistência! E vai ser assim até o término desse apocalipse”, avalia.

Sobre o jornalista, diretor e roteirista

Henrique Arruda é pernambucano, mas morou em Natal durante dez anos, onde atuou em redações de imprensa na capital. Quando ainda estava em terras potiguares, lançou os dois primeiros trabalhos de sua carreira cinematográfica: “Ainda não Lhe Fiz uma Canção de Amor” (2015) e “Verde Limão” (2018).

No próximo dia 29, quando será lançado, “Os Últimos Românticos do Mundo” integrará a Seção 4 da Mostra Panorama, que faz parte da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Para o roteirista e toda a equipe, a escolha do filme para o Festival é motivo de muita celebração.

“Queria registrar o quanto estamos felizes. Inscrevemos o filme ainda em fase de finalização para avaliação da curadoria, e mesmo assim ele foi selecionado. Agora estamos correndo para deixar tudo pronto a tempo. Tiradentes é uma das maiores vitrines do país, um festival muito lindo e importante para a nossa produção, entrega Henrique, que já teve passagens pela Mostra de Tiradentes com “Verde Limão”.

O curta-metragem “Os Últimos Românticos do Mundo” é uma realização da Filmes de Marte, produzido pela Portela Produções e Tarrafa Produções, com financiamento do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do 11º Edital Funcultura Audiovisual.

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