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Caso Marielle

Ex-delegado Rivaldo Barbosa deixa presídio federal em Mossoró para transferência ao Rio

Mudança foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF
Redação
16/03/2026 | 20:15

O ex-delegado Rivaldo Barbosa deixou na tarde desta segunda-feira 16 a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ser transferido a uma unidade prisional no Rio de Janeiro. A mudança foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do portal G1 RN.

A mesma decisão também determinou a transferência de Domingos Inácio Brazão, condenado no mesmo processo e que estava preso em Rondônia.

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Ex-delegado Rivaldo Barbosa deixa presídio federal em Mossoró para transferência ao Rio - Foto: Reprodução

De acordo com o G1 RN, Barbosa deixou o presídio federal de Mossoró por volta das 14h e foi levado à sede da Polícia Científica da cidade para realização de exames. O ex-delegado saiu do local às 14h37 e seguiu escoltado para o Ceará, de onde embarcaria para o Rio de Janeiro.

O ex-chefe da Polícia Civil fluminense foi condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção, além de ter perdido a função pública. No entanto, o STF o absolveu das acusações de ter planejado e ordenado o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, por falta de provas.

Barbosa foi preso em março de 2024 sob suspeita de ter contribuído para a execução do crime e de ter atuado para dificultar o andamento das investigações. Na época do atentado, ele havia assumido a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro no dia anterior ao ataque.

Antes de ocupar o comando da corporação, Rivaldo Barbosa havia dirigido a Divisão de Homicídios. Quando foi preso, exercia a função de coordenador de Comunicações e Operações Policiais da Polícia Civil.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e o irmão dele, o deputado federal Chiquinho Brazão, foram os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. No ataque, a assessora parlamentar Fernanda Chaves também ficou ferida.