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Inovação

Estado aposta em deep techs para inovar

Iniciativa do Sebrae-RN pretende capacitar 200 pesquisadores, acelerar startups de base científica e aproximar universidades do mercado até 2028
Por O Correio de Hoje
20/07/2026 | 16:10

O Rio Grande do Norte deu mais um passo para fortalecer seu ecossistema de inovação com o lançamento do Conexão Pesquisa & Mercado – Programa de Desenvolvimento de Deep Techs RN, iniciativa voltada à transformação de pesquisas científicas em negócios de base tecnológica.

Desenvolvido pelo Sebrae-RN em parceria com instituições de ensino e pesquisa, o programa será executado entre julho de 2026 e janeiro de 2028 e tem como foco preparar pesquisadores para empreender, validar tecnologias e aproximar universidades do mercado. A proposta acompanha um movimento nacional de estímulo às chamadas deep techs, empresas criadas a partir de pesquisas científicas e tecnologias avançadas, consideradas estratégicas para elevar a competitividade e a produtividade da economia brasileira.

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Programa liderado pelo Sebrae-RN pretende capacitar 200 pesquisadores, acelerar startups de base científica ao mercado - Foto: Isadora Aragão

O programa prevê a capacitação de 200 pesquisadores e agentes de inovação, a validação de 20 modelos de negócio e o desenvolvimento de dez projetos aptos a avançar para novas etapas de maturação tecnológica. Também estão previstas a aceleração de dez deep techs por ciclo, o apoio à entrada de dez startups no mercado e a conexão dessas empresas com grandes organizações para geração de oportunidades comerciais.

A metodologia será dividida em três fases: capacitação em empreendedorismo e inovação, aceleração dos projetos com especialistas e aproximação entre pesquisadores, investidores e potenciais clientes, buscando reduzir a distância entre a produção científica e sua aplicação econômica.

Durante o lançamento, o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, afirmou que a iniciativa integra a estratégia da instituição de transformar conhecimento em desenvolvimento econômico. “Nosso foco é movimentar a economia também a partir da geração de conhecimento e ciência. Queremos que essas pesquisas ajudem a solucionar problemas da sociedade. Precisamos aproximar ainda mais a academia dos negócios do Estado”, disse.

Segundo ele, o programa amplia uma agenda que já reúne parcerias com universidades e centros de pesquisa, como o Hub do Leite, desenvolvido com a Escola Agrícola de Jundiaí da UFRN, além de projetos com o Instituto Metrópole Digital (IMD), a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e incubadoras de empresas instaladas em instituições de ensino superior.

Para o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, a integração entre academia, setor produtivo e instituições de apoio à inovação representa um diferencial competitivo para o Estado. “Temos um ecossistema diferenciado, que conta com apoio e participação direta do Sebrae. Essa integração entre universidades, instituições de pesquisa e setor produtivo é um dos principais diferenciais do Rio Grande do Norte para estimular a inovação”, afirmou.

A expectativa é que o programa fortaleça a criação de empresas intensivas em conhecimento, amplie a transferência de tecnologia desenvolvida nas universidades e contribua para posicionar o Rio Grande do Norte como um polo regional de inovação científica e empreendedorismo de base tecnológica.