Suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao criar um programa para fraudar biometrias faciais e assinaturas digitais de aposentados, o empresário Igor Dias Delecrode teria acionado mecanismos de segurança do próprio celular para impedir o acesso a dados durante investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo a publicação, Delecrode ativou os recursos de segurança do iPhone logo após a CPMI aprovar a apreensão do aparelho. Quando entregou o celular às autoridades durante a sessão, não era mais possível acessar o conteúdo.

Relatório da Polícia Federal do Brasil aponta que o empresário desligou e reiniciou o telefone, fazendo com que o dispositivo entrasse no estado conhecido como “Antes do Primeiro Desbloqueio”. Nesse modo, mensagens, arquivos e registros ficam protegidos porque as chaves de criptografia são descarregadas da memória RAM, impedindo o acesso sem autenticação do usuário.
Delecrode se recusou a fornecer a senha do aparelho.
Imagens da sessão analisadas por peritos mostram que, após a ordem de apreensão, o empresário pressionou os botões laterais do celular e deslizou o dedo pela tela, procedimento utilizado para desligar modelos recentes de iPhone. Minutos depois, o sistema registrou a reinicialização.
O laudo informa que o aparelho, um iPhone 17 Pro Max, foi reiniciado por volta das 19h37 do dia 10 de novembro de 2025. A partir desse horário, passou a operar em modo de proteção máxima, bloqueando qualquer tentativa de extração de dados sem a senha.