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Investigação
Documentos do governo desmentem depoimentos de aliados de Bolsonaro na CPI, afirma Omar Aziz
"Os documentos em poder da CPI, enviados pelo próprio governo, desmentem alguns dos depoimentos de assessores do presidente Bolsonaro. E reforçam o que já estamos comprovando, o governo não priorizou a compra de vacinas, sofreu retaliação da China por causa das críticas feitas ao país asiático", afirmou o senador Omar Aziz
G1
14/06/2021 | 11:56

Os documentos enviados pelo governo federal à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid desmentem os depoimentos de aliados do presidente Jair Bolsonaro na comissão. A avaliação é do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), para quem é importante aprofundar a análise dos documentos que já estão em poder da comissão, e dos que ainda vão chegar pela quebra dos sigilos.

A CPI da Covid visa investigar ações e omissões do governo federal e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia. A comissão já recebeu uma série de documentos, incluindo informações sigilosas. Nesta quinta-feira (10) a CPI aprovou requerimentos que pediam a transferência do sigilo telefônico e telemático de alvos da investigação.

“Os documentos em poder da CPI, enviados pelo próprio governo, desmentem alguns dos depoimentos de assessores do presidente Bolsonaro. E reforçam o que já estamos comprovando, o governo não priorizou a compra de vacinas, sofreu retaliação da China por causa das críticas feitas ao país asiático”, afirmou o senador Omar Aziz.

O presidente da CPI da Covid citou, por exemplo, documento da embaixada do Brasil nos Estados Unidos relatando uma reunião com representantes da Pfizer, que disseram ter enviado ao ex-secretário de Comunicação Social Fábio Wajngarten propostas para venda de vacinas.

“Na CPI, ele disse que não participou das negociações, mas, pelo visto, ele omitiu informações à comissão”, afirmou o senador.

O presidente da Comissão mencionou ainda um pedido de reunião com o ex-ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) por parte de autoridades chinesas e que não foi atendido.

Aziz também citou documentos do Itamaraty relatando que a SinoVac, empresa que se associou ao Instituto Butantan, disse a diplomatas brasileiros na China que as críticas feitas ao governo chinês atrapalhavam a exportação de insumos para fabricação de vacinas no Brasil.

“Na CPI, o ex-chanceler garantiu que as críticas feitas pelo presidente Bolsonaro e por ele não influenciavam nas negociações com a China. Os documentos do próprio Itamaraty, que ele comandava, mostram outra coisa”, afirmou o presidente da CPI.

Omar Aziz criticou ainda as últimas aglomerações feitas por Bolsonaro e o pedido do presidente para que fosse elaborado um parecer pelo Ministério da Saúde para desobrigar o uso de máscara por quem já se vacinou ou foi contaminado pelo coronavírus.

“O ministro Marcelo Queiroga não tem de fazer estudo nenhum sobre isso, tem é de convencer o seu chefe a usar máscara. Não tem nenhuma lógica não usar máscara em um momento em que a pandemia ainda não foi controlada no país”, acrescentou o presidente da CPI da Covid.

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