A Petrobrás volta ao centro da agenda com os argumentos velhos e carcomidos de sempre.
Falam que Lula errou ao nomear Jean Paul, técnico de altíssimo nível que esteve quatro anos no Senado. Mesmo de esquerda, era o especialista que falava frequentemente sobre petróleo na Globo, antes de assumir o Senado, donde saiu limpo como entrou.

Lula o nomeou por decisão do STF e é hilário falar-se em “corrupção de políticos” na Petrobrás, quando nenhum dos caídos da Lava Jato: Zelada, Cerveró, Paulo Roberto, Duque e Lucélio Góes era político de filiação e mandato.
No mais, o afetadíssimo privatismo, doentemente ideológico, inspirado mais no entreguismo desbragado que no liberalismo econômico.
Infelizmente, pela competência, não se sustenta, pois vimos a OI privatizada dando prejuízo bilionário, pedindo socorro ao Estado e falindo definitivamente. Pela seriedade, muito menos. O maior escândalo de corrupção dos novos tempos vem das privadíssimas Lojas Americanas, com rombo bilionário…
Os que defendiam a entrega do Campo Potiguar, hoje andam “falando de lado e olhando pro chão”… A produção, que já foi de 100.000 barris/dia e que havia caído para cerca de 30.000 pós 2016, não passa de sofríveis 8.000.
Choram Estado, municípios e superficiários, porque além da queda de produção, não existe mais qualquer grau de transparência. Chora o comércio que já não vende tanto à Petrobrás nem a tantas empresas terceirizadas e a mais de 15.000 empregados diretos e indiretos.
Quarentena?… E Castelo Branco que escorregou direto da direção Petrobrás para a cúpula da 3R?
Os que odeiam Lula e a Petrobrás, façam romaria ao Juazeiro para agradecer, porque sem ele e Jean, a maior empresa do Estado teria saído definitivamente daqui. Mossoró, Alto do Rodrigues e Guamaré já não são nem a sombra do que foram. Natal estrebucha, mas sem perspectivas.
Temos um dos combustíveis mais caros do Brasil e a perspectiva de produção privatizada é sombria. A única luz que bruxuleia é a perspectiva de recompra da refinaria Clara Camarão. A 3R já provou não estar à altura do desafio.
No mais, resta a esperança de Jean Paul investir pesado no campo Pitu e na Costa Setentrional, incentivando com os dois pés e as duas mãos as energias renováveis, dádiva da sua competência na Era Wilma de Faria.
Novos concursos animam a Petrobrás e temos a perspectiva de 370 bilhões, via PAC.
Que o RN apoie um dirigente técnico, que virou político e voltou como técnico comprometido com nosso Estado, somando esforços com o presidente que já fez o Brasil autossuficiente.
Salve-se nosso Estado, livrando-o da “Maldição do petróleo” que tanto mal faz mundo a fora.
*Crispiniano Neto é poeta e jornalista.