A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), indica que o nível de atividade do setor recuou em dezembro de 2025 para 35,1 pontos, queda considerada usual para o período.
O indicador caiu 7,9 pontos em relação a novembro, alcançando o menor patamar para um mês de dezembro desde 2020. Acompanhando o movimento, o número de empregados também registrou retração pelo segundo mês consecutivo, ao recuar para 45,2 pontos. Na contramão, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) avançou de 41% para 46%, nível semelhante ao observado em junho de 2025.

No quarto trimestre de 2025, os resultados apontam deterioração das condições financeiras do setor. Os empresários demonstraram maior insatisfação com o lucro operacional e com a situação financeira das empresas, cujos indicadores ficaram abaixo da linha de 50 pontos.
Apesar de alguma melhora marginal, o acesso ao crédito seguiu sendo avaliado como difícil, enquanto os preços de insumos e matérias-primas permaneceram elevados, ainda que com ritmo de alta menor do que no trimestre anterior.
Entre os principais entraves apontados estão a demanda interna insuficiente, as taxas de juros elevadas, a escassez ou alto custo de mão de obra — qualificada e não qualificada —, a falta de capital de giro e a elevada carga tributária.
Para os próximos seis meses, as expectativas dos empresários, medidas em janeiro de 2026, são mais favoráveis. Os indicadores sinalizam crescimento do nível de atividade e dos novos empreendimentos, ambos acima de 52 pontos, além de aumento da intenção de investimento pelo segundo mês seguido.
Por outro lado, as projeções indicam estabilidade na compra de insumos e no número de empregados. Na comparação com os dados nacionais divulgados pela CNI, observa-se convergência de avaliações, com destaque para a construção nacional, que apresenta UCO mais elevada, em 67%, e expectativas de aumento tanto nas compras de insumos quanto no emprego.