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Alerta
Com taxa de transmissão elevada, Covid-19 avança no interior potiguar
Secretaria Estadual de Sáude Pública teme que o grande número de cidades com taxas expressivas de transmissão do novo coronavírus gere crescimento dos casos da doença no Rio Grande do Norte. Estado ultrapassou nesta segunda-feira marca de 52 mil infecções e 1.894 mortes causadas pela Covid-19; Brasil passa dos 94,6 mil óbitos
Jalmir Oliveira
03/08/2020 | 23:55

A Covid-19 se consolidou entre os municípios das regiões Oeste e Central do Rio Grande do Norte. Dados do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostram que em 77 cidades potiguares a taxa de contágio (Rt) brasileira está acima de 2, o que significa crescimento descontrolado da infecção. A taxa indica para quantas pessoas em média cada infectado pela Covid-19 transmite o patógeno.

Do total de cidades com o Rt acima de 2, segundo o levantamento, um total de 44 têm a taxa estabelecida em 5 ou acima disso. A pior cidade neste quesito – e que lidera o ranking desde julho – é a cidade de Rafael Godeiro, na região Oeste. O município tem uma taxa de 6,13. Isso significa que o individuo contaminado na cidade pode transmitir o vírus para mais de 6 de pessoas saudáveis.

As 77 cidades com o Rt acima de 2, de acordo com o Lais, estão dentro dos critérios de “Zona de Perigo”. Natal não faz parte desta lista. A capital potiguar tem a taxa de transmissibilidade estima em 1. Desta forma, o município está dentro da “Zona Segura”. Entretanto, a maior parte dos municípios que compõem a Região Metropolitana tem taxa de transmissão acima de 1.

Os destaques negativos da Região Metropolitana são os municípios de São Gonçalo do Amarante, cuja taxa é de 5, ou seja, uma pessoa contaminada transmite para outras 5 pessoas. Outra cidade com Rt elevado é São José de Mipibu que também tem taxa de 5.

No entanto, de acordo com o estudo, os municípios que compõem a região do Alto Oeste estão quase todos incluídos nas áreas de risco ou de perigo. A única exceção é o município de São Miguel, que tem Rt 0,88.

Na região do Seridó, o município de Caico, que já registra aumento na incidência de infecções, a taxa de transmissibilidade chega a 1.63. Em Santa Cruz, na região Trairi, a transmissibilidade é de 1.08. Em Mossoró, atinge 1.25. As três cidades estão na Zona de Risco, quando o Rt está acima de 1,03. Isso implica que não há controle no avanço da infecção. Em contrapartida, a cidade com a menor taxa de transmissibilidade do Estado é São Tomé, na região Agreste, que tem o Rt de 0,36. O número surpreende, pois a cidade é cercada por municípios que estão na Zona de Perigo, como Caiçara do Rio do Vento e Ruy Barbosa que têm o Rt acima de 4.

A taxa é uma das maneiras de medir a propagação de uma epidemia e de projetar futuros cenários. O temor é de uma aceleração nos número de casos confirmados em todo o Estado. “A pandemia não passou. Por isso fazemos mais uma vez o chamamento para todos mantermos as medidas de precaução. Não é hora de relaxar. As medidas protetivas precisam ser mantidas pela população, pelos empresários e pelos municípios. O Governo continua disponível para apoiar as prefeituras nas ações locais de proteção e assistência à população”, afirmou Alessandra Luchesi, Subcoordenadora de vigilância sanitária da Secretaria de Estado da Saúde Pública.

RN acumula 52 mil casos confirmados de Covid-19, aponta Sesap

O Rio Grande do Norte alcançou a marca de 52.030 casos confirmados da Covid-19 nesta segunda-feira (31), segundo dados da Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sesap). O Estado já soma 1.894 óbitos em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, a taxa de ocupação dos hospitais ficou em 59,87% para os leitos críticos nesta segunda-feira. Em números absolutos, o Estado tem 182 leitos ocupados dos 304 disponíveis.

A redução da taxa de ocupação dos leitos tem refletido no índice de isolamento social dos potiguares. Os dados da empresa In Loco mostram que 37,64% dos potiguares respeitaram o isolamento social no sábado, dia 1º de agosto. Já o domingo (02), o índice foi de 45,2%. Autoridades avaliam que para garantir cenário seguro para impedir o contágio pelo novo coronavírus, o índica precisa ficar acima dos 60%.

O Brasil notificou nas últimas 24 horas 561 mortes em decorrência do novo coronavírus, informou nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde.

O total de óbitos pela doença no País chegou a 94.665. Já os casos registrados subiram 16.641 no período, para 2.750.318 contaminações. O Estado de São Paulo segue como o mais afetado pela doença no País. São ao todo 560.218 casos registrados e 23.365 mortes informadas. O Estado do Rio de Janeiro registrou 13.604 mortes em função do coronavírus.

Em todo o mundo, o Brasil é o segundo país com mais casos e óbitos por covid-19, atrás somente dos Estados Unidos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC, na sigla em inglês), 4.649.102 pessoas foram contaminadas pelo vírus (47.576 registradas nas últimas 24 horas) e 154.471 perderam a vida (469 notificações a mais do que ontem).

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