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Copa do Mundo

“Código 304”: Entenda o símbolo usado por Lamine Yamal em comemorações

Atacante faz referência ao código postal do bairro onde foi criado
Redação
02/07/2026 | 18:43

Lamine Yamal, atacante da seleção espanhola, tem chamado atenção na Copa do Mundo de 2026 não apenas pelo desempenho em campo, mas também pelos símbolos que carrega em suas comemorações.

O jogador utiliza um gesto com as mãos representando o número 304, em referência aos três últimos dígitos do código postal do bairro de Rocafonda, onde foi criado. Localizado na cidade de Mataró, a cerca de 30 quilômetros de Barcelona, o bairro reúne uma comunidade multicultural e operária, com forte presença de imigrantes.

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"Código 304": Entenda o símbolo usado por Lamine Yamal em comemorações - Foto: Reprodução/Instagram @lamineyamal

Filho de pai marroquino e mãe guinéu-equatoriana, Yamal nasceu em Esplugues de Llobregat, na província de Barcelona, mas mantém a ligação com Rocafonda, que passou a ganhar visibilidade desde a Eurocopa de 2024. Na ocasião, aos 16 anos, o jogador se tornou o mais jovem a disputar a fase final do torneio e marcou um gol na campanha que levou a Espanha às semifinais contra a França.

A referência ao número 304 também aparece nas chuteiras do atleta e é utilizada desde as categorias de base.

O bairro, segundo o relato, tem sido alvo de críticas por parte de políticos da extrema-direita espanhola, que o classificam como “lugar de esterco multicultural”. O pai do jogador, Mounir Nasroui, chegou a se envolver em um episódio em maio de 2023, quando atacou uma tenda do partido VOX instalada na região, chamando integrantes de “racistas”. Ele foi julgado e multado após a intervenção da polícia.

Além da homenagem ao local de origem, Yamal também expressa sua fé nas comemorações. Em um dos gols na Copa do Mundo, o jogador realizou um gesto conhecido como Sujud ou Sajdah, prática comum na religião muçulmana, que envolve tocar o chão com a testa, as mãos, os joelhos e os pés, em sinal de reconhecimento e gratidão a Deus.

O jogador também se manifestou após um episódio ocorrido em março, durante amistoso entre Espanha e Egito, quando torcedores entoaram um canto com teor preconceituoso.

“Sei que era contra o time rival e não era pessoal contra mim, mas, como pessoa muçulmana, isso não deixa de ser uma falta de respeito e algo intolerável”, disse.

“Entendo que nem toda a torcida é assim, mas aos que cantam essas coisas: usar uma religião como provocação em campo faz de vocês pessoas ignorantes e racistas. O futebol é para aproveitar e animar, não para faltar com o respeito às pessoas pelo o que são ou no que creem”, concluiu.