A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira 27 o modelo de profissionalização da arbitragem da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Inicialmente, 72 profissionais farão parte de um grupo de elite, formado por 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR).
Os árbitros serão vinculados à entidade como prestadores de serviço. Os contratos serão assinados ao longo do mês de fevereiro, com duração até o final do ano. Todos serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por desempenho, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, mas sem obrigação de exclusividade.

Os salários fixos têm diferenças por categorias. Árbitros vinculados à Fifa terão remuneração maiores do que aqueles vinculados somente à CBF, por exemplo. Os contratados também receberão por partida, como já acontece atualmente. A entidade não vai divulgar os valores específicos de cada categoria, mas, em média, cada um dos 72 contratadores terá vencimentos de R$ 13 mil por mês —esse valor poderá chegar a até R$ 30 mil fixos para o grupo de árbitros centrais.
Juridicamente, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva de prestadores de serviço. Apesar disso, a ideia da entidade é oferecer um pacote de remuneração e formação que leve os profissionais a ter a arbitragem como única fonte de renda. Essa é a principal diferença em relação ao modelo atual, com os árbitros também atuando de forma autônoma, mas sem a previsibilidade de uma remuneração fixa.
Ao fim de cada temporada, ao menos dois árbitros serão rebaixados para atuar em divisões inferiores do futebol nacional. Também haverá promoção de profissionais. A análise de quem entra em quem sai da elite será feita a partir de um ranking, atualizado rodada a rodada, mas sem divulgação pública. Apenas a CBF terá acesso. A lista também vai balizar as escalas para os jogos.